Apor Assis Châteaubriant Não se trata de ironia do destino, mas de uma coincidência dramática: enquanto se passaram anos após anos, depois de uma única obra anti-enchentes em Avaré, nada mais foi realizado pelos demais prefeitos que ocuparam o cargo.
Os cidadãos são chamados a contribuir com mais e mais impostos. Um governo nefasto passou pela cidade somente para sua autoajuda. Foi parar na cadeia.
A questão - “Eficiência” - defini o nada que nosso município vive e vivencia. A cidade virou um mar de lama, os avareenses vivem num mar de lágrimas e, se há alguma ironia nessa história, é que justamente porque não temos escolha, e, muitas vezes temos que votar no “menos pior”.
As metáforas não são por acaso, a Terra do verde do Sol e da água, virou um impropério de desmandos governamentais.
Há anos esperamos um prefeito arrojado, mas também um político eficiente. Ficamos na saudade e as obras contra as enchentes nunca saíram ou foram para o papel, para um projeto de melhorias.
Joselyr Silvestre era um político prestigiado antes de ir parar em um Centro de Detenção. Foi do PSDB quando convinha, pulou para o PTB, chegou até a ser cotado como candidato, todavia o dia 28 de fevereiro de 2016, acabou com seus planos.
Percebeu rapidamente que podia fazer alarde e se tornar vítima, e, com isso, lançou o filho como candidato. Deu certo. Salvou-se.
Como salientou Eliane Cantanhêde, tudo o que vem ocorrendo é assustador e desanimador, mas não se desanime.
O Brasil recuou três degraus no ranking da Transparência Internacional sobre a percepção da corrupção e, hoje, está em 79.º lugar entre 176 países. Num primeiro olhar, é o País mais corrupto das galáxias. Melhorando o foco, é o único que está remexendo as entranhas da corrupção, não só com a Lava Jato, mas com seus filhotes.
Já aqui nas bandas do que um dia tivemos políticos empenhados pela bem-comum e trabalhando pela sua cidade, o que falta mesmo, seria uma Operação “Eficiência”.
Assis Châteaubriant é escritor.













