Por Assis Châteaubriant – O filósofo Schopenhauer dizia que não existe vento favorável a quem não sabe onde deseja ir. Acompanhei de perto, os 4 anos da administração do senhor prefeito Paulo Dias Novaes, e acreditei, mesmo no 3º ano de governo, quando as coisas começaram a degringolar, que Poio conseguiria uma reviravolta. Não torcia pela pessoa dele, mas pelo prefeito (o político e administrador), e, consequentemente pela cidade de Avaré.
Fui teimoso até onde deu. O último ano do prefeito que se despede foi uma ruína. Sem popularidade, sem pessoas mais capazes ao seu lado, o prefeito, no último ano deixou o carro anda na “bangela”.
Dia após dia, a administração da Paulo Novaes ia-se se esfarelando. Era nítido para qualquer pessoa que acompanhou o mandato, que, infelizmente, o prefeito sucumbiu. Pagou um preço caro pelos erros e pelas pessoas que colocou para o ajudarem administrar, e, deste modo, sequer viu chances de ser reeleito. Teve que apostar em outro candidato, mas mesmo assim, o povo estava muito insatisfeito com a atuação de Paulo Dias Novaes.
Poio foi o maior cabo eleitoral de Jô Silvestre. Tivesse feito uma administração mediana, dificilmente não concorreria à reeleição. Mas, não. Preferiu tomada de ações que não deram em nada. Tentou erigir obras, entretanto, a maioria delas ainda está inacabada.
A UPA que teve 4 anos para erguer e pô-la para atender a população virou um elefante branco cheio de doenças. O lanchódromo, há 1 ano está no vai-não-vai. A reforma do Mercadão tem que sair do papel para não perder o dinheiro do DADE. Tem que começar às pressas e de qualquer modo, o que denota que a administração das obras foi um caos total.
O sistema de saúde que Poio tanto bateu na tecla em seu programa de governo, ficou no papel. Algumas Unidades de Saúde, e só. O Pronto-Socorro ficou como estava, senão pior. Neste final de governo, o Pronto-Socorro pede socorro.
Poio Novaes não soube priorizar aquilo que era mais importante: A saúde!
A infraestrutura e conservação de ruas foi uma lástima. Sem projetos adequados, o que estava ruim piorou.
Administrar é sinônimo de fazer mais com menos. Ou melhor, é administrar miséria. Mas nem mesmo a miséria o prefeito conseguiu administrar. Da miséria fomos para o fundo do poço.
A cidade está descuidada, os funcionários descontentes, o caixa vazio, e o prefeito, - Capitão do Navio- vê em seu final que ficou praticamente só. A maioria da tripulação pulou antes de o navio entrar à deriva e se perder no caos administrativo.
Há pouco menos de 2 meses, o governo de Avaré está esfarelando-se. Chegará, talvez, no dia 31 de dezembro, apenas com o prefeito sentado em sua cadeira assinando os últimos documentos.
Sozinho. Solitário. Com a vida política manchada pela pecha da má-administração e dos erros passados que refletiram agora. Poio não soube que lado tomar, e perdeu-se sem achar o vento favorável.
Agora, no fim, o governo se vê esfarelando. Como um castelo erigido na areia tosca e sem alicerce.
Chatô é escritor.













