Por Assis Châteaubriant - Confesso que estas eleições me deixaram – como diz o ditado popular – de “queixo caído”. Entretanto como dizia um filósofo grego conhecido por Sócrates, no qual explanava: “ Tudo sei que, é que nada sei.”
E foi nessa frase secular que me encontro, se é que me encontro em algum lugar. Sócrates dizia que não havia verdades absolutas, ao passo que Wiliam Shakespeare alegava que não existe bem ou mal, tudo é interpretação.
Neste lamiré eu certamente “dei com os burros na água”, afinal, achei que a partir do dia 16 de agosto, os candidatos a prefeito saíram numa largada fenomenal com bola rolando, carros de som espalhados pela cidade, santinhos, placas, dentre outros.
Mas? Não!
Já se passaram 8 e vai para 9 dias de campanha, e o eleitor não vê nada!
Os candidatos, agora, estão com CNPJ e correndo como loucos atrás de gráficas para impressão do material de campanha. O que tenho a impressão é que todos deixaram tudo para a última hora, e, agora têm que correr contra o tempo.
Os míseros 45 dias e a falta de investimento de dinheiro do empresariado mais abastado, os quais podiam apoiar com dinheiro de forma jurídica, e, hoje a lei proíbe, simplesmente deu outra cara a eleição. Ou melhor, acabou àquela “farra do boi” de quem tinha mais podia mais.
Verdade seja dita, nosso País é governado, pelo menos, entre 70% dos políticos que são homens muito ricos. Pobre, não consegue estudar, e, raras vezes consegue se eleger, pois, naquela época quem tinha mais grana chegava mais longe.
Agora voltando a Avaré, atualmente e desprositadamente não apostarei em ninguém, pois o que achava que seria uma disputa na raça e com garra, se mostra, nada mais que uma eleição morna, onde os candidatos devem bater palmas nas casas, sorrir, falar, ouvir e esperar que o povo decida.
Será, de fato e de direito, uma eleição - sui generis – e, acredito que com tanto atraso e com candidatos sem aparecerem para o povo, a eleição poderá ter um rumo diferente, ou melhor, poderemos ter resultados inesperados.
Contudo, como não sou mãe Diná, e descobri que tudo que sei, é que nada sei, somente o Tempo, senhor e mestre absoluto da razão é quem aventará em outubro quem vencerá - quando as urnas eletrônicas começarem a expelir seus papéis.
Chatô- é escritor.













