Por Assis Châteaubriant – A célebre frase da Ministra do STF, Cármen Lúcia chamou a atenção por parte da maioria da imprensa brasileira. Ao dizer que um preso no Brasil custa 2,4 mil reais/mês um aluno na rede pública custa 2,2 mil reais por ano, e salientando que existe algo errado em nosso pátria amada, a Ministra apenas mostrou que andamos para trás há muito tempo.
Num País desenvolvido, a educação é o patamar mais elevado de uma nação. Veja, por exemplo a Coréia do Sul, onde os alunos estudam em tempo integral, por conta do governo, e ainda tem direito a bolsas de estudo em universidades renomadas no mundo.
Só para ilustrar, aqui em nossa região, nos últimos 10 anos não foram inauguradas nenhuma escola estadual. Entretanto, penitenciárias são erigidas a todo o vapor, num ritmo alucinante, pois o número da população carcerária no estado sobe voluptuosamente.
Enquanto se prende três, solta-se, no máximo um detento, ou seja, as unidades carcerárias estão abarrotadas, o que denota claramente nosso subdesenvolvimento hostil.
Enquanto não houver educação e mais universidades, o que assistiremos é um “bum” de tamanho e sem precedentes na história brasileira. Os roubos, mortes, enfim, a violência em geral, também está cristalizada na falta de um maior incentivo educacional. Relegar os jovens é o mesmo que jogá-los nas mãos do crime. Em sua grande maioria. Poucos são os que se salvam nesta selva de pedra chamada Brasil.
Pagamos tributos e impostos altíssimos, e infelizmente somos tratados como subalternos de uma classe política ineficiente, incapaz e abarrotada de bandidos.
Não haverá desenvolvimento real enquanto os governantes não mudarem os paradigmas e repensarem a educação como um meio de desenvolvimento de grande valia.
Enquanto isso, continuaremos vivendo num Brasil-ficcional.
Em tempo: O retrato de nossa futilidade está claro, mas não é vista pela grande margem de excluídos e da população que aceita tudo. A ex-presidente Dilma Roussef pediu esta semana, o seu cartão-combustível a que todos os ex-presidentes tem direito. Trata-se de uma cota de 3 mil reais por mês. E quem paga a conta somos nós, os bobos da Corte.
Chatô é escritor.













