O time de conselheiros que vem auxiliando o vice-presidente Michel Temer a elaborar seu programa econômico, caso venha a assumir o comando do país, reúne nomes que colaboraram tanto com o PSDB como com o PT, mas hoje são críticos à gestão Dilma Rousseff.
O grupo de economistas reúne nomes como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, o ex-secretário de Política Econômica no primeiro mandato de Lula Marcos Lisboa e o ex-ministro da Previdência de Fernando Henrique Cardoso e Roberto Brant.
O primeiro documento elaborado com a participação dos três foi "A Ponte para o Futuro", o chamado "Plano Temer". O documento traz uma série de críticas à política econômica de Dilma Rousseff e sugere a adoção de medidas drásticas para limitar o aumento dos gastos públicos.
Muitas das propostas, porém, são consideradas impopulares, como a que prevê desvincular os benefícios da Previdência dos reajustes concedidos ao salário mínimo. Aliados do vice dizem, contudo, que são medidas imprescindíveis para a retomada da economia.
Coordenador da equipe que formulou a "Ponte para o Futuro", o ex-ministro Moreira Franco costuma dizer que seus idealizadores beberam nas fontes que "deram certo": o Plano Real, de FHC, e a "Carta ao Povo Brasileiro", de Lula.
Citado como um dos principais conselheiros do vice, Delfim Netto auxiliou os governos de Lula e Dilma, mas passou a fazer críticas à economia da presidente quando vieram à tona as chamadas pedaladas fiscais.
Ele e Temer são amigos e almoçam semanalmente em São Paulo, para discutir o cenário econômico.













