Por André Guazzelli- Li no site a “Estância” que o atual prefeito alega que não fez promessas de campanha, e, sim plano de governo. Ficando abismado com meus botões, pensei, ou o prefeito tomou amoxicilina em excesso, deve ter disfunção erétil ou está com pneumonia grave.
Andei pensando em qual seria a diferença entre PROMESSA e PROPOSTA.
Uma está no terreno da crença a outra no terreno científico. Uma PROPOSTA política bem fundamentada traz consigo estudos técnicos (sociológicos, ambientais, orçamentários, etc.) são fruto de um projeto bem desenhado e ocasiona benefícios sociais. Uma PROMESSA traz consigo extremos benefícios sociais, parece uma boa ideia, mas carece de estudos.
E então? O que vemos? Aquele candidato que fez PROMESSAS - que são a maioria - não consegue cumpri-las obviamente porque as PROMESSAS possuem a função de ALICIAR eleitores e ganhar votos apenas.
Eu acredito que partidos políticos deveriam funcionar como empresas/instituições que desenvolvem estudos sobre a cidade, sobre as necessidades da população e sobre o que seria um futuro melhor. Um partido político trabalharia duro com o objetivo de elaborar projetos e PROPOSTAS. Mas na realidade, o que vemos é que partidos políticos são siglas que congregam pessoas interessadas em obter votos por meio de propaganda massiva e que desaparecem em anos não eleitorais.
Um partido deveria ser um coletivo de cientistas (sociólogos, economistas, biólogos, psicólogos, engenheiros e etc.) e não apenas de pessoas "bem-intencionadas" (sic) com um rosto fotogênico ou sobrenome tradicional da cidade.
Uma sociedade que repudia o conhecimento e desvaloriza a escola não poderia votar diferente. Vota pelo coração, vota iludido pela cara, pela embalagem... O brasileiro não lê, não quer saber e tem raiva de quem sabe.
Política é coisa séria. Deveria estar muito mais perto da ciência do que do campo das crenças fantásticas.
Um internauta L.M. usou uma Rede Social na noite desta sexta-feira (3), para questionar o prefeito em relação as suas promessas de campanha.
“Olha senhor prefeito a cidade está um caos, os terrenos públicos uma sujeira, se a prefeitura quer o terreno do povo limpo ela deve dar o exemplo, moro em frente a dois terrenos públicos perdidos pelo mato, nessa época de chuva todo cuidado com a Dengue é pouco não acha senhor Silvestre? Cadê remédio no posto? Cadê as ilusórias promessas de campanha?
O prefeito respondeu ao post:
“Boa noite, estamos limpando a cidade por etapas, estamos comprando medicamentos através de licitação (vai demorar, hein), deixaram sem nada, estamos licitando mais de 600 tipos de medicamentos. E sobre promessa, eu não fiz. Eu fiz um plano de governo que quero seguir. Porém toda mudança, tem que começar pela parte de dentro da casa, e estou tentando colocar a casa em ordem. Pagando salários que não é da minha gestão, repasses que não fui eu que atrasei, e limpando a cidade que o ex-governo abandonou. Mesmo com tantos problemas, tenho o compromisso de fazer o possível para normalizar e dar o melhor para a população, e isso não vai ser da noite pro dia. Se para estragar a cidade ficaram 8 anos (ele se esqueceu de colocar o governo do papai preso que detonou mais Avaré), imagine pra consertar? Não vai ser em 40 dias “finalizou o prefeito.
Como escreveu noutro dia a jornalista Dora Kramer, “Nos últimos trinta anos o Brasil mudou. Depois de reconquistar a democracia, a sociedade evoluiu, os critérios do maléfico e do benéfico se agravaram, novos valores se incorporaram ao cotidiano das pessoas. Devagar, o país trilha o caminho inexorável da modernidade. As maneiras da política, no entanto, permanecem referidas na antiguidade. Nos últimos trinta anos o Brasil mudou. Depois de reconquistar a democracia, a sociedade evoluiu, os critérios do maléfico e do benéfico se agravaram, novos valores se incorporaram ao cotidiano das pessoas. Devagar, o país trilha o caminho inexorável da modernidade. As maneiras da política, no entanto, permanecem referidas na antiguidade. ”
As palavras do prefeito falam “por si só”!
Nem metade da população votou nele, e terá que aguentar, por 4 anos tais asneiras! Não falei anos atrás que “filho de burro um dia dá coice?
Viva o eleitor!
*André Guazzelli é jornalista.













