Por Assis Châteaubriant - Como de costume, além de ler os jornais virtuais, tenho a façanha e o hábito antigo de ler os jornais impressos. Tanto os grandes, como os “nossos” aos finais de semana. Se não leio um jornal impresso ou navego pelos sites de jornalismo, parece que meu dia não está indo bem.
Li na Comarca uma declaração do atual prefeito, o senhor Paulo Dias Novaes Filho. Ali me cerquei de dúvidas, já que suas palavras são ambíguas e dão margem para dicotomias.
Poio disse que para ser candidato novamente, quer um “clamor da sociedade”. O que isso quer dizer? Fiquei perguntando-me. Depois ele disse que benefícios pessoais que o motivem, bem como prejuízo financeiro, familiar que ele julga negativo.
Poio para mim, neste interim de governo, ainda permanece um mistério. Digo ao leitor porque, tento – de verdade - entender o político Paulo, não o médico. E verdade seja dita, não entendo. Ou sou burro demais, ou o prefeito é um arguto político que consegue se esconder das opiniões de sua personalidade política.
O prefeito sabia quando foi candidato que estaria assumindo uma “bomba relógio”, deixada por seus dois últimos sucessores. Sabia que a tarefa não seria fácil, e que, logicamente, quando você ingressa na vida política, você perde o sigilo e a liberdade familiar. Qualquer anão da política sabe disso.
Mostra-se na pequena entrevista desmotivado, e alega que é sistematicamente denegrido. Bem prefeito, acredito que o senhor tenha ingressado na política com boas intenções. Não discordo do que o senhor diz, ao se mostrar desmotivado. Entretanto, deveria estar desmotivado – que palavra chata, não? – não pelas críticas, que são destinadas ao seu governo pela imprensa. Isso não. O senhor deveria estar desmotivado pelos cabeças-de-bagre que o senhor se cercou. Não todos claro, mas uma parte que só faz com que sua imagem se deteriore. Eles deveriam ser sua desmotivação.
Acho que Poio Novaes pensava que iria nadar numa linda ilha, e seria aplaudido sistematicamente todos os dias. Mas vida de político, não é bem assim. É nadar no "lodo" todos os dias e ainda sorrir para as câmeras.
O prefeito quer desistir. Acha subterfúgios pouco convincentes, e não consegue olhar ao seu lado, das pessoas que ajudaram a destruir sua imagem e sua administração. Prefeito, de boas intenções, diz o ditado popular, o inferno está cheio, e creio que o senhor ouviu mais àqueles com pele de cordeiro, e, agora deve arrepender-se de não ter ouvido àqueles que lhe falavam diretamente a verdade e a situação.
Bem prefeito - como não tenho “bola de cristal para prever o futuro” - não sei se o senhor entregará os pontos, mas pelo menos, deixe de ouvir as porcarias que lhe cercaram, pois ainda o senhor é prefeito até dezembro de 2016, querendo ou não.
Chatô – é escritor.













