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Palanque do Zé #365 – Precisamos falar da sexualização infantil na Internet

Por Jornal A Bigorna 10/08/2025 10:30:00 1772
Palanque do Zé #365 – Precisamos falar da sexualização infantil na Internet

Semana passada, eu estava navegando pelo Instagram e, como de hábito, assisti aos vídeos do Benê Barbosa, a maior referência armamentista do Brasil.

Em um story, ele falou sobre um tal de Felca, dizendo que o cara fez um vídeo tratando sobre a sexualização de crianças na Internet, e que ele havia sido muito corajoso.

Fiz uma anotação mental sobre procurar o tal vídeo mais tarde, para talvez fazer uma coluna sobre o assunto, que acredito ser de extrema importância no momento em que vivemos, no qual me parece, a grande meta é a destruição dos valores tradicionais, da família e da religião.

Confesso que não precisei procurar nada, pois o jornal O Estado de São Paulo trouxe em seu site, uma matéria sobre o assunto.

Basicamente, o texto diz que o vídeo, cujo título é “Adultização”, atingiu milhões de visualizações desde que foi publicado, na última quinta-feira, 7.

Felca é o nome artístico de Felipe Bressanim Pereira, de 27 anos. Natural de Londrina, no Paraná, ele começou na internet em 2012 como streamer, jogando videogame em lives. Com o passar do tempo, passou a investir em conteúdo humorístico, principalmente autodepreciativo. O influenciador já falou publicamente que teve depressão e que possui diagnóstico de transtorno de ansiedade social.

Pelo que pude perceber, de vez em quando, Felca deixa de lado o seu estilo bem-humorado e cria conteúdos polêmicos e bem produzidos.

No vídeo em questão, ele expõe práticas de influenciadores digitais que lucram exibindo menores em situações inadequadas: Festas, danças sensuais, ingestão de bebidas alcoólicas, uso de roupas sugestivas e interações de caráter sexual. Muitas vezes, esses “influenciadores” são os pais dos menores expostos, verdadeiras vítimas de crimes.

O vídeo mostra como esses conteúdos atraem não só adolescentes, mas também adultos com intenções criminosas, principalmente pedófilos, gente que, sob o meu ponto de vista, teria que ser condenada à morte.

Porém, Felca nos mostra ainda, que o problema é muito mais grave, pois as empresas donas das redes sociais criam seus algoritmos de modo a promover esse tipo de material, tornando fácil o seu  acesso e incentivando a produção continuada desses vídeos, inclusive apontando a venda de conteúdo explícito envolvendo menores em canais do Telegram.

Felca explica o conceito de “adultização”, a exposição precoce de crianças a comportamentos, temas e aparências de adultos para fins de monetização online, e alerta para as consequências psicológicas e sociais dessa exposição, incluindo traumas e transtornos mentais.

Por fim, Felca alerta pais e responsáveis para os riscos de expor crianças na internet, recomenda supervisão rigorosa do acesso às redes sociais, e destaca que a responsabilidade de proteger os menores é compartilhada entre plataformas, sociedade e famílias.

A verdade é uma só: Se você não for emocionalmente bem resolvido, as redes sociais são extremamente nocivas. E, não raramente, esse é justamente o caso das crianças e adolescentes.

Por esse motivo, o impacto das redes sociais na adolescência geralmente acaba afetando tanto o desenvolvimento emocional quanto social dos jovens, tornando-os adultos disfuncionais, depressivos e antissociais.

Se você é pai, mãe ou responsável, sabe que isolar sua criança ou adolescente do mundo da tecnologia é algo praticamente impossível, pois ainda que você seja bastante rigoroso em sua casa, está lutando contra o mundo.

Assim, penso que a boa e velha conversa continua sendo o melhor jeito de lidar com o assunto.

Porém, como já dizia Thomas Jefferson, um dos autores da Declaração de Independência dos Estados Unidos e o terceiro presidente do país (1801-1809), “O preço da liberdade é a eterna vigilância.”

Nesse sentido, pais, mães e responsáveis por crianças e adolescentes devem usar aplicativos que permitam limitar tempo de acesso, visualizar histórico de uso, bloquear downloads e monitorar o conteúdo por eles acessados.

Ao escolher um aplicativo de controle parental, é importante considerar a idade das crianças, o sistema operacional dos dispositivos (Android, iOS, Windows, etc.), o nível de controle desejado e o seu custo-benefício.

De acordo com as pesquisas que fiz, as principais opções recomendadas por especialistas são o Google Family Link, que é referência para controle gratuito nos dispositivos que rodam Android, o Qustodio e o AirDroid são escolhas robustas para um controle mais avançados, enquanto os usuários do sistema operacional IOS, da Apple têm no Screen Time, que é nativo, uma boa opção.

Em todos os casos, lembre-se de que os apps pagos trazem mais recursos, e que economizar em pontos tão sensíveis quanto esse, não costuma ser boa ideia.

Lembre-se, entretanto, que nenhuma tecnologia substitui o diálogo, o seu bom exemplo e a educação digital familiar. Afinal, você é o único responsável por sua família. Terceirizar a sua responsabilidade não é uma opção, principalmente em tempos sombrios como o nosso.

Para finalizar essa coluna, deixo abaixo, o link do vídeo do Felca. Ele tem pouco menos de 50 minutos, mas vale cada segundo do seu tempo:

 

https://youtu.be/FpsCzFGL1LE?si=X1zhIVwj1dpi3HVP

 

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