O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (30) que foi o próprio Estado, por meio da Polícia Civil, que descobriu as fraudes cometidas em contratos de merenda do governo de São Paulo e ao menos 22 prefeituras.
"Quem fez a investigação foi o governo do Estado, foi a Polícia Civil. Existe uma lei federal que diz que, do dinheiro que o governo federal passa para a merenda, 30% tem de comprar de agricultura familiar", afirmou o tucano em Araraquara (a 273 km de São Paulo), onde participou da inauguração de uma fábrica de trens e composições ferroviárias da Hyundai-Rotem Brasil.
"O governo, em cinco anos, fez três chamadas [concorrências] para a agricultura familiar. Ganhou o menor preço e o produto foi entregue. O que se verificou é que dentro da tal da cooperativa Coaf eles faziam estelionato, porque o produto que eles entregavam não era da agricultura familiar", disse ele.
O governador falou ainda sobre o cartel de trens na capital e disse que o governo é vítima das empresas.
Nesta terça-feira (29), na segunda etapa da operação Alba Branca, sete suspeitos de envolvimento com o caso foram presos -entre eles, está Leonel Julio (hoje sem partido), ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
A Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), com sede em Bebedouro, é apontada como a responsável pelo esquema conhecido como máfia da merenda. A operação Alba Branca apura o pagamento de propina em contratos superfaturados de merenda escolar com o governo Alckmin e prefeituras de São Paulo.
Contratos de prefeituras com a Coaf somam pelo menos R$ 7 milhões entre 2013 e 2015. O valor deve subir, segundo o Ministério Público, pois há mais prefeituras sendo investigadas.
Alckmin afirmou ainda que a cooperativa era usada de fachada. "Isso foi descoberto pelo governo, pela polícia, e [deve ter] rigor absoluto. Investigação e justiça. Já estão presos e vão responder por isso", disse o tucano.(Da F.S.Paulo)













