Na tarde desta quinta-feira, dia 27, o delegado Seccional Dr Jorge Cardoso de Almeida e o delegado de Arandu, Marco A. G . Gomes, juntamente com o investigador Alexandre Aurani, finalmente apresentaram o acusado de ter cometido o brutal assassinato de Anderson Arruda Camote, a Paola, assassinada meses atrás.
Depois de uma árdua investigação em conjunto com a DIG, os policiais de Arandu conseguiram localizar o criminoso em São Paulo (Capital) onde residia atualmente.
O autor do crime, na época, residia em Arandu na época do fato, e, de repente, vendeu o seu veículo e abruptamente sumiu da cidade, o que causou estranheza por parte da população, e deixou a polícia em alerta.
Foram meses de investigação para se chegar até “Baiano”, Arlindo José dos Santos Filho, 35 anos. O primeiro passo foi localizar o celular que Baiano havia roubado de Paola e depois fazer a ligação entre o criminoso e a vítima. Um colega de Baiano declarou à PC que havia comprado o celular do amigo, que era pedreiro na cidade.
Outra pista fundamental foi a descoberta de um outro travesti, o qual informou que havia sido roubado do mesmo modo que Paola. Com a foto de Baiano em mãos, o travesti confirmou que era realmente baiano quem havia assaltado-o.
O crime
De acordo com a polícia, Baiano teria convidado Paola para um programa, e tomado sentido a uma estrada rural para Arandu. No local, segundo confissão do próprio criminoso, ele deu uma joelhada no rosto da vítima enquanto ela estava agachada. Paola caída tentou pegar uma tesoura que levava consigo, porém foi desarmada e morta a golpes da própria tesoura. Depois do crime, Baiano amarrou-a com as vestimentas intimas a vítima e fugiu para SP, onde foi residir no bairro conhecido como favela de Paraisópolis.
Com todos os dados e a certeza do crime perpetrado por Arlindo, a polícia descobriu que ele estava trabalhando numa lanchonete como auxiliar de limpeza, na Via Funchal.
Policiais da DIG e de Arandu diligenciaram até a Capital, onde na lanchonete conseguiram localizar Baiano, que ainda estava a trabalho. No momento da prisão ele confessou o assassinato de Paola, e disse que não se arrependia do crime. Segundo os delegados, Baiano tem prisão preventiva decretada na Bahia desde 2005 também por homicídio. Ele está recolhido em cadeia da região e aguardará o fim do processo preso, já que contra ele foi expedido um mandado de prisão temporária de 30 dias.













