Um policial militar de 37 anos foi preso em flagrante, na noite de quinta-feira (15), acusado de estupro dentro de um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Segundo testemunhas, o caso ocorreu na Linha 12-Safira, na Zona Leste de São Paulo, por volta das 19h30 na Estação São Miguel Paulista. Na hora do crime, o PM estava à paisana.
A vítima, uma vendedora de 23 anos, embarcou na Estação Calmon Viana. Entre as estações Ermelino Matarazzo e São Miguel, a mulher afirma que sentiu um homem “se esfregando” e tentou se afastar. Como o vagão estava lotado, ela não conseguiu manter distância.
No depoimento dado à Polícia Civil, ela contou ter se virado e visto o acusado com a calça aberta. Os demais usuários, então, começaram a agredir o agente, sem saber que o estuprador era policial militar.
O nome do acusado é Eduardo Ferreira Gomes, que trabalha na Cavalaria. Ele foi imobilizado e levado para uma delegacia. Somente lá foi constatado se tratar de um PM.
Ao delegado, Gomes confessou o crime, mas tentou minimizá-lo, dizendo que a vítima o teria provocado ao tocar em suas partes íntimas. Ele também disse que estava sob efeito do álcool.
O acusado passou por audiência de custódia e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva (sem data). Depois, foi transferido ao presídio militar Romão Gomes, no Tremembé, Zona Norte da capital.
A legislação abrange estupro qualquer ato libidinoso violento. Se condenado, o agente da Cavalaria pode pegar de seis a dez anos de cadeia.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que o suspeito foi preso em flagrante e indiciado por estupro pela Polícia Civil. Já a PM disse que vai instaurar processo regular que poderá resultar na expulsão do agente.
Também em nota, a CPTM disse que “conta com sistema de segurança monitorado com mais de 5 mil câmeras de vigilância. Além disso, equipe de agentes uniformizados e à paisana fazem rondas para garantir a segurança dos usuários”.













