A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Avaré (SP) apura uma denúncia de estupro dentro de um abrigo municipal para menores separados da família por decisão judicial. O caso teria acontecido na madrugada desta quinta-feira (23), quando um adolescente de 14 anos supostamente estuprou outro, de 11.
De acordo com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), a vítima contou de manhã para uma cozinheira do abrigo sobre o estupro sofrido. A funcionária levou o caso à direção da unidade, que abriu boletim de ocorrência.
O menino fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar o estupro. O laudo é aguardado pela polícia para seguir com as investigações. Já o menor de 14 anos, suspeito da agressão, não voltou depois da escola e não foi encontrado até a noite desta quinta.
O monitor de plantão da unidade foi afastado, pois estaria dormindo durante o trabalho e, com isso, deixado de fazer a segurança do local, afirma a prefeitura. O diretor da casa também foi afastado, porque não comunicou de imediato à secretaria sobre o caso. O Executivo ainda abriu sindicância interna para apurar a denúncia.(Fonte:G-1)
Nota de esclarecimento sobre o caso de estupro no Abrigo Masculino
Em relação ao fato ocorrido no Abrigo Masculino, a Prefeitura através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads) informa que na manhã do dia 23, a secretária em exercício Mariana Cristina Machado determinou o afastamento imediato do monitor do plantão e do diretor do abrigo. Foi ainda convocada reunião geral com funcionários do abrigo para averiguação desta situação extremamente séria, bem como, subsidiar a abertura de sindicância e encaminhar o caso à Secretaria Municipal de Administração a solicitação da apuração interna dos fatos. Foi também realizado contato com o delegado de polícia e a Semads colocou-se à disposição para contribuir na investigação policial.
A Semads solicita cautela no tratamento do assunto por se tratar de criança e adolescente, que devem ter suas identidades preservadas, conforme preconizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. E informa que aguardará a conclusão dos processos de sindicância e investigação policial, para outras providências que se fizerem necessárias. Por fim, esclarece que trabalha para garantia de direitos e proteção de crianças e adolescentes de situações de risco, violação e violência.













