Depois do registro a polícia esteve na casa da suspeita, onde 17 latas do leite em pó foram recolhidas e devolvidas à prefeitura, que por meio do número dos lotes, comprovou que o produto era mesmo doado pelo município. Atualmente 169 crianças estão cadastradas para receber esse tipo de leite, em Avaré.
Em depoimento, a mãe da menina se defendeu dizendo que o produto fornecido não fazia bem à filha. A criança, de 7 meses, sofre de refluxo, mas já recebia o produto receitado para crianças com refluxo ou intolerância à lactose. A secretária de Saúde argumenta que a marca não interfere no tratamento e sim a fórmula do produto. “Se porventura ocorre algum efeito colateral, alguma alteração intestinal com a criança, um problema que a mãe ache que é por causa da utilização do leite, ela tem que retornar ao pediatra da criança para que seja reavaliado e feito uma nova prescrição”, alegaou Vanda Nassif.
O delegado que investiga o caso, Levon Torosian Junior, vai ouvir as pessoas envolvidas para tomar as providências necessárias.
“Após essas diligências será feita uma análise criteriosa para determinar a pena”, explica.(Do G-1)













