Para a Corregedoria da Polícia Militar (PM) de São Paulo, o policial civil morto por um sargento das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) agiu de maneira “injusta” ao empunhar uma arma de fogo, momentos antes de ser baleado pelo agente do batalhão de elite, em uma viela no Capão Redondo, zona sul da capital paulista, em julho do ano passado. As informações são so Metrópoles.
O agente de telecomunicações da Polícia Civil Rafael Moura estava em uma incursão na Comunidade Fogaréu quando foi baleado pelo sargento Marcus Augusto Costa Mendes. O PM alegou à época que confundiu o policial com um criminoso.
Rafael estava devidamente identificado como policial civil, segundo a corporação da qual fazia parte e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), que denunciou Marcus por homicídio qualificado. O juízo da 3ª Vara do Júri aceitou a denúncia, tornando o militar réu.
Segundo a Corregedoria da PM, no entanto, o agente estava sem colete de proteção balística e sem qualquer distintivo ostensivo – o que justificaria a ação do sargento da Rota.
“Ainda que o agente de telecomunicações estivesse devidamente identificado como policial, é injusto ele apontar uma arma carregada na direção de um policial militar devidamente fardado e de serviço que nada de errado estava fazendo”, afirmou o capitão Conrad Rodrigues no relatório final da Corregedoria, apresentado à Justiça em dezembro do ano passado.
No relatório, há uma captura de tela das imagens captadas pela bodycam do sargento (foto em destaque), que mostra o policial civil com as mãos empunhadas na altura do abdômen.
Foto do Policial Civil morto pela PM

“[A] imagem ilustra o momento em que o policial civil Rafael Moura está empunhando uma arma de fogo com as duas mãos, neste momento o Sargento A. Mendes fala algo ‘inteligível’ aparentemente avisando ‘Polícia’, mas não é possível afirmar com certeza o que foi dito, e então o Sargento efetua os disparos na direção do iminente perigo. No destaque vermelho é possível notar que não há qualquer identificação aparente no policial civil Rafael Moura”, diz trecho do relatório.













