Por Assis Châteaubriant – A Redação do jornal A Bigorna, me enviou um e-mail, no qual um grupo vem atacando de forma sistemática alguns jornalistas em Avaré. Por descordarem das opiniões, em geral, não abrem uma discussão salutar, preferem partir para a ofensa. O insulto, de certa forma, é o atributo daqueles que não têm posição e não têm opinião formada sobre nada. O Facebook está virando uma arma de ofensas gratuitas.
Parafraseando o professor, Leandro Olegário, a profissão (jornalista) tem o destino de contar as aventuras da espécie humana sobre a terra. Um oficio de complexa definição que reúne técnica, arte, ética e sorte – em variáveis imprevisíveis na equação que resulta na construção da realidade.
Ser jornalista é um trabalho árduo e alicerçado sobre o inesperado para desempenhar esta função, é necessário, quase sempre, abrir mão de finais de semana e feriados.
Não sou jornalista. Sou articulista (escrevo artigos), e, acredito, que, somente alguém com espírito corajoso se atreveria a desempenhar tal função – o jornalismo.
O Facebook pode e deve ser um local onde as pessoas opinam, conquanto, quando todos podem falar e escrever, fica difícil ouvir e ler.
Quando pensamos em democracia e sociedade, lá está o jornalismo profissional, que reúne sujeitos que vivem do seu trabalho, que têm dimensão dos limites da atuação, que compreendem o papel de interlocutor, e não julgador, diz o eminente professor.
O leitor pode concordar ou discordar da matéria, ou do artigo, opinião. Existem classes na sociedade. Somos uma sociedade mista, ou seja, ninguém é igual a ninguém, e todos não temos a mesma opinião. Ao leitor, cabe o papel de filtrar, entender, e ter sua opinião, mas nunca partir para ofensas descabidas, que não levam a lugar algum.
Não façam das Redes Sociais – armas online – sejam mais inteligentes. Leiam, abram discussões, opinem também se quiserem, já que, uma sociedade alienada, se perfaz na ignorância dos seus componentes.
Assim como nenhuma pessoa é igual a outra, um jornal não tem a mesma linha editorial do outro, afinal, o que seria do azul se todos gostássemos do preto?
Não embarco em redes sociais, ouço comentários que me deixam chateados, pois, pessoas ligadas a determinados políticos, saem ofendendo um jornalista que critica tal administração. O jornalista tem que ter a visão acurada daquilo que está prejudicando a sociedade, e, deste modo, ser a voz do povo e pelo povo. Os políticos que estão no poder são sujeitos a críticas severas, pois estão à serviço do povo e pelo povo. Assim quando lerem uma crítica, não levem nada para o lado pessoal, já que, quem está sendo criticado é o ser-político, e não a pessoa (íntima- pessoal). O jornalista não se preocupa com a vida particular do político, mas sim com os atos dos políticos, que refletem na sociedade, pois se ele desfalcar os cofres públicos e se locupletar disso, quem fica sem remédio serão seus pais, irmãos, avós, filhos e amigos.
As Redes Sociais deram voz ao povo. No entanto, o povo deve saber usar essa voz, para não se tornar ridículo aos olhos dos outros, pois como todos os intelectuais vem comentando, as Redes Sociais devem exercer seu papel, mas os idiotas que se utilizam para atacar outros nas redes, se tornam mais um idiota online.
Para vocês terem uma pequena ideia, a internet completou 28 anos no domingo e “seu pai” não viu motivo para comemorar. O cientista de computador Sir Tim Berners-Lee, criador da rede mundial, publicou uma carta aberta, na ocasião do aniversário, assustado com a delinquência de sua rebenta.
Enfim...sejamos mais inteligentes! Vamos refletir, pensar e ter opinião, não ofender ou cometer crimes cibernéticos!
Chatô é escritor.













