Por Assis Châteaubriant- Quando o assunto é saúde, perdem-se vidas por má-qualidade de administração no setor de sistema de saúde de uma cidade.
Avaré não vem fugindo à regras. Com pouco mais de 8 meses de governo e 3 meses de preparação para assumir uma gestão, a administração atual gere mal e sem prioridades o setor chamado ‘saúde’.
Administrar é elencar prioridades, e a reclamação maior dos que aqui moram chama-se saúde com mais qualidade, mais humanidade e com mais infraestrutura.
O governo “parece” desconversar quando o assunto é saúde. Não tem um canal de comunicação aberta com a população, ao ponto de termos de assistir um vídeo de uma paciente que, segundo ela havia trabalhado para a campanha do prefeito vencedor, mas que tinha se arrependido, pois a saúde dos cidadãos de Avaré está sendo esquecida, e a população que mais precisa de um serviço de urgência e de um trabalho social e de atendimento, não vê nada disso acontecendo.
Um governo que prioriza diversos departamentos, não consegue gerir com qualidade nenhum.
Faz-se primeiro a ‘lição de casa’ – saúde para os pacientes. Depois, gradualmente, pode ir adentrando em outros setores para melhorar. Isso se chama prioridade.
Dentro deste diapasão ilógico, sem qualidade na saúde, vidas são ameaçadas e os mais pobres ficam à mercê do nada.
Paga-se impostos para que, pelo menos, tenhamos um sistema de saúde adequado. Não é um trabalho fácil, mas ele tem que ser feito.
Quem está num leito, numa maca dura, com dor, com atendimento sobrecarregado, sem estrutura e, ás vezes, até com falta de medicamentos, é mais uma vida que está sendo relegada pelo nosso governante.
O ser-humano deve ser tratado com dignidade moral e assistencial. Não basta apenas blá-blá-blá. A saúde de Avaré vai “mal das pernas” e quem sofre com isso são os próprios munícipes; estes que deveriam ter pelo menos um arguto de humanidade e serem tratados como uma vida, e não como um simples número.
Chatô é escritor.













