Por Assis Chateaubriand – Procurei ouvir os vereadores nesta semana sobre a Saúde de Avaré, onde cada um defendeu seu ponto de vista. Aproveitei, ainda, para ouvir programas jornalísticos, sobre o tema.
O discurso de Denílson Ziroldo foi muito bom, ao afirmar que os médicos do Pronto-Socorro precisam de curso de urgência e emergência. Poio está errado ao dizer que não há necessidade. Quanto mais qualidade tiver um médico, claro e obviamente, menos erros médicos poderão ocorrer.
Não vou na lei que diz que não há necessidade de ser exigido o bendito curso. Vamos no ater na qualidade. Não basta o prefeito ter boa-vontade e aumentar o número de médicos, se não houver qualidade.
O pedido de CPI mirava apenas esta empresa. Acredita este escriba que, existe muito, mais muito mesmo a ser investigado. Desde a época do ex-prefeito Joselyr e Barchetti. Os contratos, a maioria é obscura.
Assim, a CPI poderia ter tido mais impulso, força e apoio, se Denílson não quisesse apenas averiguar o “agora”, já que o passado, mostra-se obscuro ainda mais.
A Comissão que Ortega, um dos mais experientes políticos da cidade, pode ser salutar, se for a fundo no tema atendimento e qualidade na Saúde. Pode ajudar o prefeito a encontrar o que ele, pode não estar enxergando.
Agora, se houver improbidades, sem dúvidas, deve ser encaminhada denúncia ao Ministério Público, afinal, dinheiro da saúde é sagrado.
O Pronto-Socorro, por experiência própria, nestes tantos anos que já precisei, é uma caixa de surpresas. Às vezes você é extremamente bem atendido por todos. Outras você é tratado como um corpo sem valor, enquanto outras vezes, você é tratado mais ou menos. Isso é atendimento humano e outras vezes, desumano. Médico tem de ter caráter humanitário e não tratar pacientes de forma negligente. Saturados e cansados, muitos médicos passam a tratar a vida humana como qualquer coisa de carne, sem alma. Uma profissão que exige amor além da causa é a saúde, e disto estamos em falta.
Ou seja, não pode haver variação de qualidade de atendimento, pois com vidas não se pode errar – muito menos brincar. Humanizar o atendimento é primordial para, um dia, sonharmos em sermos sempre bem atendidos.













