Mesmo estando há menos de dois meses para o final de sua Administração, o Governo Poio Novaes, ao que tudo indica, não dá sinais de ceder às opiniões contrárias (Esta é a opinião da Diretoria do Sindicato dos servidores e funcionários Públicos de Avaré).
O episódio mais recente envolveu a representação oficial dos trabalhadores da Prefeitura de Avaré, ou seja, o Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região, tendo como foco a assembleia realizada no último dia 21 de outubro.
Segundo o Sindicato, a reunião entre a direção da entidade classista e os trabalhadores tratou dos atrasos constantes nos salários e, como forma de firmar suas posições, enviou o resultado das tratativas, de forma abreviada em ata, para conhecimento do Executivo. “Nossa ideia era que o envio provocasse a manifestação de alguma resposta objetiva aos nossos pedidos em um prazo máximo de 72 horas”, destacou o presidente Leonardo do Espírito Santo. No entanto, ao invés disso, a resposta dada pela Prefeitura de Avaré apenas se ateve a pedir documentos relacionados à legalidade da assembleia, como editais de convocação e lista de presença no evento, além de manifestar crença de que as atuais mudanças na lei 7.783/89 promovidas pelo Superior Tribunal Federal resguardariam os direitos da Administração em detrimentos dos interesses dos trabalhadores. “Só posso imaginar que o documento foi uma clara tentativa de ganhar tempo antes, pois nossa posição é amplamente defendida pelas novas regras”, disse Leonardo.
Segundo consulta ao departamento jurídico do sindicato, o atraso no pagamento dos salários já justifica a greve cogitada para o próximo dia 09. “Não bastasse esse fator, gostaríamos de lembrar os responsáveis da Prefeitura de Avaré que a quebra no acordo firmado no último mês de julho, que daria 4,91% de reajuste aos funcionários, já é suficiente para que cruzemos os braços e não tenhamos descontos em nossos vencimentos”, afirmou o sindicalista. O projeto prevendo aumento nos salários, com base no início do segundo semestre deste ano, deveria ter sido enviado à Câmara Municipal para votação em tempo hábil no último dia 31 de outubro. “Essa displicência nos dá o direito de manutenção da decisão da Assembleia”, destacou.
SALÁRIOS PARCELADOS – Outro tema levantado pelo Sindicato esta semana foi a possibilidade de parcelamento do pagamento dos salários dos servidores. “Seguindo as regras formais, um fatiamento dos pagamentos apenas pode ser feito caso a proposta seja colocada em votação e aprovada pelos próprios trabalhadores durante assembleia”, disse o presidente, abrindo possibilidade para que novas negociações sejam feitas entre as partes. (Assessoria de imprensa do SINDAVARÉ)













