Por Assis Châteaubriant- Estamos vivendo a Era da Calamidade. A sociedade brasileira está jogada nas mãos de corruptos, muito embora, alguns, presos, muitos outros estão conseguindo se safarem. Isso é o resultado de anos, não vem de agora.
A sociedade está podre. Quem pode se sacode, quem não pode, vira poeira no ar viciado de nossa fugaz existência. A bem da verdade, a classe dominante não está nem aí, desde que estejam protegidos da plebe: a sociedade mais humilde que se dane.
Os jovens de hoje, desde os 13 ou 14 anos já estão na vida do crime, principalmente a parte mais baixa da pirâmide social, ou seja, os mais pobres. Não há perspectiva educacional para tal melhora, os que estão detidos por crimes, como tráfico de drogas, se especializam, e formam um “estado paralelo” – deste modo – o tráfico se espalha e ganha terreno no Brasil, e, agora, como dizem especialistas no assunto, organizações já “exportam” drogas para outros países.
As autoridades eleitas no Brasil não conseguem impor um modo de transformação social a longo prazo, o que determinaria uma melhora muito sensível na vida das pessoas que dependem para sobreviver.
O que a sociedade dominante não entende – hoje – é que neste instante ela pode estar até preparada para se distanciar do “lixo social” e se manterem em seus patamares, no entanto, à degradação social e moral, um dia chegará a tal ponto, que, quando se derem conta, serão reféns de bandidos e não terão como atuar para se distanciar. É como uma água que corre lentamente até seu destino, até que um dia, ela finalmente chega e contamina toda a estrutura social.
O Brasil precisa crescer e dar mais condições sociais aos mais necessitados, mesmo porque quem são os maiores consumidores de drogas ilícitas são os próprios abastados da sociedade. São eles mesmos que alimentam o mal, que um dia chegará pela porta da frente de sua casa.
Daí, bem, teremos tempos sórdidos e poderá ser tarde demais.
Chatô é escritor.













