Avaré está ruim e irá piorar.
Avaré já estava ruim antes de Silvestre filho; com ele vai ficar ainda pior. Os avareenses que foram atropelados pela candidatura de um homem que deu garantias de qualidade de vida e infraestrutura para o eleitorado, e, este mesmo eleitor, irá dar com os burros n´agua.
Thoureu foi um grande filósofo da antiguidade. Ele insultava os leitores por não saberem votar em seus governantes. Ele insultava pesadamente o eleitor mantendo certa pompa.
O filósofo dizia: “ o eleitor é um cavalo; o eleitor é um cachorro. Dizia tudo sem perder o brilho e a majestade, pois ele dizia a verdade.
Repudio a autoridade do prefeito. Ele não é meu prefeito. Ele pode estar lá pelos 19 mil e poucos votos que recebeu, contra mais de 29 mil que não o querem lá. O eleitor é um cavalo domesticado.
O Silvestre se elegeu com uma base de gente que adula seu pai. Isso eu apelido de transcendência do Ser (que só existe para a própria consciência do ser mesmo- ou seja, ele vê na pessoa um ídolo, mas que, na verdade, é um balaústre da burrice). Só isso. Nada mais. O Silvestre preso elegeu o filho que vem fazendo atropelos administrativos monumentais aos montes.
Avaré não merecia tal desprezo, mas o teve, e terá que aguentar isso, por infindáveis 4 anos. Isso se os cavalos de Thoureu não o reelegerem.
Silvestre é o fim de uma geração que nem começou. Uma geração sem começo sem meio e com final trágico. É um imberbe, que gere sem saber gerir, aconselhado por assessores que pouco ou nada representam. São mais do mesmo.
Enquanto as ruas – antes – gritavam por políticos impolutos e de capacidade, Avaré elegeu um nada. O Ser e o Nada se encontram num Paço Municipal, onde de lá emanam-se ordens e desordens administrativas.
É apenas o começo.
O começo triste de um fim trágico.
*André Guazzelli é jornalista.













