Acordei nesta manhã de domingo. Olhei o relógio. Eram 8 da manhã. Tomei um café puro. Sentei-me e li as notícias, depois, abruptamente, parei!
Sai até a Praça São Benedito à passos lentos. Sentei-me num banco e relembrei o passado. Coroinha e sacristão de um dos mais notáveis padres que passou por Avaré, o alemão Padre Paulo Goecke.
O relógio da centenária Igreja marcava 9 horas. Era a hora de ver meu amigo.
Levantei-me e voltei para casa olhando para os céus, pois sabia que meu amigo, já não estava mais conosco.
As nuvens cobriam parcialmente a abóbada celeste.
Continuei olhando para cima, e, de repente, me veio o sorriso do meu amigo.
Boas lembranças...
As nuvens se mexiam lentamente. Cheguei fechei a porta e voltei ao sofá.
Por nada fiquei...
Divagando...
Depois uma lágrima escorreu e com ela a linda lembrança de um homem que fora e continuará sendo um grande amigo...
Ali fiquei por mais um tempo que não sei dizer.
Após algum momento levantei me ...e notei que mais algumas lágrimas involuntariamente escorriam pelo meu rosto.
Enxuguei outra lágrima e me lembrei que toda a despedida é passageira!
Tudo tem seu tempo!
Finalmente sorri e dirigi um forte abraço do fundo do coração, um cinjo abissal a Fernando Pimentel, onde quer que ele estivesse naquele momento.
Era uma simples manhã de domingo.
Um domingo sem Fernando...
*Por André Guazzelli













