Por Assis Châteaubriant - O príncipe Harys está apaixonado, a Rainha da Inglaterra cada vez mais velha, continua no Poder e com saúde. A grande imprensa mostra que o homem da Coréia do Norte está querendo guerra, os políticos estão dando bananas aos brasileiros e, nós aqui continuamos dando cabeçadas.
A saúde não vai bem obrigada. O secretário de saúde vai receber uma homenagem, um colar de Tiradentes, mesmo a saúde estar sem dentes.
O atual prefeito julgou e execrou seu antecessor e não vem fazendo nada para melhorar a cidade. É notório até mesmo pessoas que eram correligionários, hoje, se afastarem do seu candidato eleito, por estarem vendo que as coisas não eram como ‘eles’ esperavam. Mas questiono: esperavam o quê?
Pelo que leio e acompanho, nem o mínimo necessário vem sendo realizado. Os funcionários públicos receberam metade de seu 13º, mas alguns não deram conta de que o valor pago, não consta com o reajuste obrigatório de maio, onde os funcionários têm o direito de ter seus salários reajustados. Fica a questão. Até dezembro haverá o reajuste? E quanto ao que não foi pago no 13º, os funcionários terão a correção?
São tantas questões, que pelas ações tomadas pelo atual prefeito, só se ouve falar em festas, agora até a do peão. Alguém poderia segurar esse tal peão?
O senhor prefeito se elegeu pautado numa administração que seria como a do seu pai. Os avareenses que adulam o ex-prefeito preso, sem dúvida em maioria, votaram e elegeram o filho, que está mostrando nitidamente, que, nada mais faz do que não fazer nada para melhorar a qualidade de vida da população. Quiçá esteja errado, me corrijam. Só espero que nossa Avaré, realmente, tenha à frente políticos imbuídos do social e da sociedade. Políticos preocupados somente com a imagem, e as vantagens do cargo, tem vida curta. Quem olha pela população, não olha para o chão.
Enfim. Quem sabe nos próximos anos, o avareense descubra que não existem santos milagreiros e quem muda a situação social é a própria sociedade!
O senhor prefeito ainda não se deu conta que a Política é como um palco de teatro. Por um tempo existem os personagens que contarão uma estória, depois, com o tempo, um dia as luzes se apanham, a cortina se abaixa e a dramaturgia acaba. O cargo não é eterno; o que fica na história são os feitos e bem-feitorias para a própria cidade. Quem está prefeito, sabe que um dia deixará o cargo e, certamente, continuará a morar na mesma cidade. Um político com altruísmo se lembrará com orgulho de sua passagem como mandatário; já o medíocre pedirá para que o povo o esqueça.
Saber escolher quem terá a chave do cofre do dinheiro da população, de fato e de direito, é uma escolha em que o eleitor e cidadão apertam o botão uma vez, e por 4 anos colherão aquilo que ‘plantaram’.
O governo ainda não encontrou o caminho que deve trilhar; mas muitos dias terá para que possa mudar de rumo (ou encontrar o caminho), caso contrário, o governo irá despenhadeiro abaixo.
Chatô é escritor.
Uma Reflexão: Como escreveu o filosófo Luiz Felipe Pondé, em um de seus livros: “Não tenho muita paciência com política. Como sempre digo, trato dela assim como quem cuida de uma ferida para que não infeccione. A necessidade de política é a prova de que a humanidade tem dificuldades em sobreviver: não pode viver sem bando; para se viver em bando alguém tem de mandar e alguém tem de obedecer.”













