Por André Guazzelli- De acordo com o relatório do UNODC (Órgão ligado às Nações Unidas), foram produzidas no mundo 45 mil toneladas de maconha em 82 países. As Nações Unidas (ONU) registraram o tráfico dessa droga em pelo menos 146 países, ou seja, em praticamente todos os países do mundo. O que resulta num mercado que movimenta anualmente cerca de 800 bilhões de dólares no planeta.
Numa pesquisa que fiz, vi o resultado assombroso do consumo no Brasil. O consumo de cocaína e maconha vem aumentando em escalas desde 2006. Também cresceu o tráfico de cocaína, especialmente na região Sudeste. Entre os países da América do Sul (com 6,7 milhões de usuários de maconha) foi no Brasil, segundo o relatório, que ocorreu o maior aumento do consumo da droga, a maior parte vinda do Paraguai.
Sabem por que vem do Paraguai?
Porque a produção brasileira de maconha não é suficiente para suprir a demanda.
O consumo da cocaína também aumentou na América do Sul, subindo de 2 milhões de consumidores para 2,25 milhões. De acordo com a Organização das Nações Unidas, o uso da droga no Brasil foi o principal fator para a elevação da taxa de usuários no continente.
Foram nas regiões Sudeste e Sul do país que o consumo cresceu mais. Ser usado como “rota”, uma espécie de corredor por onde passa a cocaína que vem da Colômbia (60%), Bolívia (30%) e Peru (10%) com destino à Europa, contribui para o aumento do uso da cocaína no Brasil.
A droga vem em grande quantidade e parte dela fica em solo brasileiro. Vendida para grandes traficantes, ela é distribuída aos pequenos que a fazem chegar aos consumidores.
A droga, hoje, é um negócio globalizado e que gera muito dinheiro. A prisão de um jovem de classe média-alta em Avaré, mostra claramente o poder do tráfico em cooptar pessoas para distribui-las, mostrando que o negócio gira em grande escala.
O jornal A Bigorna foi criticado por ter editado em sua “manchete”, que o preso-traficante, era filho de médico (a). Não foi com o intuito de denegrir a imagem do profissional, mas sim, para fazer o leitor pensar. As drogas estão em todas as escalas de nossa sociedade. E pior, quanto mais dinheiro tem o usuário, mais ele consome. Pobre usa pedra de crack.
A droga que a polícia apreendeu, poderia ser àquela droga que seria vendida na entrada das escolas, para um jovem na “balada”, etc.
Hoje, somente as famílias que tem alguém dentro de casa que é viciado ou usuário de droga, sabe e entende o poder devastador da droga. Ela desestabiliza e desfaz famílias inteiras. Filhos matam pais, ou vice-versa.
O combate ao tráfico, verdade seja dita, nunca acabará, porque sempre haverá alguém para comprar e usar as drogas. Os traficantes só existem, porque existem “os clientes” – àqueles que são acometidos pelo vício, e, infelizmente, caem na dependência.
O dinheiro fácil atrai jovens e mulheres de todos os lados. É muito dinheiro que gira neste mundo paralelo e venenoso e criminoso.
Será que nossa sociedade está fadada ao fracasso? Será que o poder paralelo dos megatraficantes continuará a se manter no patamar tão alto que se encontra?
Você, leitor, sabe?
Eu também não sei. Só acredito que com muita educação e cultura, possamos diminuir o tráfico no Brasil. Só assim, enfim, teremos um pouco mais de segurança e felicidade dentro dos lares.
*André Guazzelli é jornalista.













