O presidente da Câmara Municipal da Estância Turística de Avaré, vereador Denílson Rocha Ziroldo (PSDB) comemorou as ações da Defensoria Pública e do Ministério Público do Estado de São Paulo em favor dos moradores do Bairro do Camargo.
No dia 15 de março, a Defensoria Pública ajuizou uma ação civil pública em que pede a condenação da Prefeitura de Avaré e da Companhia de desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado (CDHU) a executarem obras para extinguir os riscos de desabamentos em várias residências.
Já no dia 10 de março, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar a má conservação do muro de arrimo que foi construído no bairro, colocando em risco a segurança das pessoas que residem na comunidade.
Isso somente ocorreu após a Câmara de Avaré ter encaminhado o ofício 211/2015, datado de 15 de dezembro de 2015, denunciando ao MP que a Prefeitura, mesmo alertada pelo legislativo em setembro de 2015, não tomou providências para resolver o problema. A denúncia foi encaminhada com um abaixo assinado de vários moradores.
Antes dos órgãos públicos tomarem providências, em janeiro deste ano, o vereador Denilson Ziroldo já havia reivindicado ao governador Geraldo Alckmin a liberação de verbas para a construção de muros de arrimo no Camargo. "Sempre estive preocupado com a vida dos moradores. Tem casas que estão em perigo, porque correm o risco de ser atingidas por desabamentos. Isso não pode continuar, pois estamos lidando com vidas".
Ziroldo criticou a Prefeitura por não tomar providências para resolver o problema, mesmo sabendo que casas estão ameaçadas. "Tivemos alguns casos de desabamentos. Um morador chegou a ser soterrado e um cachorro de estimação chegou a morrer ao ser soterrado em outro desabamento. A Defesa Civil emitiu um parecer interditando uma das casas em novembro de 2015 e, mesmo assim, a Prefeitura não se mexeu. Isso é um crime", desabafou.

O presidente da Câmara destacou que irá acompanhar as ações que foram ajuizadas em favor dos moradores do Camargo. "Vou continuar lutando pelos moradores. Eles são trabalhadores, pessoas do bem que precisam ter paz. Os moradores do Camargo, infelizmente, não estão tendo paz para viver dentro de suas próprias residências. Eles estão vivendo em uma situação de risco e a Prefeitura não faz nada. Ficam preocupados em jogar a culpa no Estado e não fazem nada para resolver o problema", finalizou.













