• Megaoperação "Carbono Oculto": Avareense é peça-chave em esquema bilionário de combustíveis do PCC

    832 Jornal A Bigorna 31/08/2025 11:00:00

    A megaoperação "Carbono Oculto", deflagrada na última quarta-feira (28) pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo (MPSP) em oito estados, expôs uma engrenagem criminosa de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais no setor de combustíveis, sob a égide do Primeiro Comando da Capital (PCC). No epicentro do esquema, dois nomes se destacam: um deles é um avareense identificado como Roberto Augusto Leme da Silva, 43 anos, conhecido como "Beto Louco".

    A operação, de grande amplitude, resultou em apenas seis prisões, uma vez que a maioria dos alvos havia desaparecido antes das buscas. Entre os presos está o suposto cérebro da operação, Mohamad Hussein Mourad, o "Primo" ou "João". No entanto, as investigações apontam "Beto Louco" como o arquiteto financeiro do grupo, o homem responsável por camuflar a origem ilícita do dinheiro.

    A Dupla e a Divisão de Funções

    De acordo com as investigações do MPSP, Mourad atuava na linha de frente, centralizando a compra de usinas, postos de gasolina e distribuidoras – esteve pessoalmente na Usina Furlan para negociar a aquisição da empresa. Ele vendia a imagem pública de empresário disciplinado e bem-sucedido.

    Nos bastidores, porém, "Beto Louco" operava as sombras. Natural de Avaré, Roberto Silva era o gestor da lavagem de dinheiro. Sua função era coordenar complexas fraudes contábeis e a movimentação financeira por meio de fundos de investimento e uma teia de empresas de participação (holdings). O método, inspirado em offshores e shell companies (empresas-fantasma), criava camadas societárias quase intransponíveis para ocultar os verdadeiros donos do patrimônio e blindar os bens da facção.

    Beto esteve por diversas vezes reunido com proprietários da Usina Furlan, onde após negociação conseguiu comprar a empresa para lavar dinheiro para o PCC.

    O Elo Avareense

    Apesar de não residir mais no município, "Beto Louco" mantém fortes raízes familiares em Avaré. Na época em que residiu  em Avaré  ele fazia comércio entre o Paraguai e a região de Avaré ( com produtos de contrabando).

    "Carbono Oculto"

    A operação "Carbono Oculto" investiga crimes de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal colossal, que causou um prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos. As investigações continuam em andamento, e novas ações e prisões são esperadas. O caso promete gerar polêmica e desdobramentos por semanas, à medida que a justiça desvenda cada camada do sofisticado esquema.(Com informações coletadas do Metrópoles)

     

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