Professora é estuprada dentro de escola pública

A Bigorna 06/10/2019 14:00:00 805 visualizações
# legenda: Casos de polícia

A rotina da professora de 48 anos que foi estuprada na última semana, dentro do estacionamento da escola onde leciona, em São Paulo, não é mais a mesma. Ela não consegue mais comer, dormir ou trabalhar.

As crises de choro também têm sido constantes, assim como o uso de medicamentos. Era para ser apenas mais um sábado de reunião escolar para definir o plano de reposição de aulas, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dama Entre Rios Verdes, no Itaim Paulista, zona leste da capital.

A professora, que teve a identidade preservada, estava na reunião e, por alguns minutos, deixou a sala para fumar um cigarro no carro, dentro do estacionamento da escola. Foi ali que tudo aconteceu.

"Eu estava sentada no banco da frente, fumando um cigarro, quando um homem se aproximou e perguntou se a secretaria estava aberta. Eu disse que não e que ele voltasse na segunda-feira, mas ele entrou no carro, fechou a porta e disse: 'Fica quietinha que isso aqui é um assalto'", relembra a vítima.

Em seguida, o homem teria perguntado como sair do estacionamento com o carro dela. A professora disse que só o diretor da escola tinha a chave do portão para os veículos saírem. Não era verdade, mas ela teve medo de ser levada com ele.

Ela não sabe precisar por quanto tempo foi violentada sexualmente, mas conta que foi salva por uma amiga que sentiu sua falta na reunião e foi até o carro procurá-la.

Ao chegar ao estacionamento, a amiga chamou a professora, mas como o vidro do carro é escuro, não conseguiu ver o que acontecia no carro.

Então, segundo a professora, a amiga a chamou novamente e o homem abriu um pouco o vidro e se apresentou como amigo dela. Como a professora estava visivelmente abalada e com cara de choro, a amiga teria percebido que algo estava errado com ela.

"Eu estava nua, morrendo de vergonha e comecei a gesticular e dizer para ela não ir embora e me deixar ali", diz. A amiga da vítima voltou para a sala de reunião, mas logo retornou com outro colega de trabalho.

Ciente de que algo estava errado, a amiga abriu a porta do carro. "Ele ficou parado, sem reação, mas depois saiu e ainda passou por ela e pelo outro professor e foi embora pelo mesmo portão que ele entrou. Eu não conseguia me mexer. Só me levantei do banco de trás quando ele já tinha ido embora. Daí comecei a gritar: 'Eu fui estuprada, eu fui estuprada'."

A vítima conta que começou um tumulto na escola, e todos começaram a gritar que um crime havia acontecido. Mas, a essa altura, o homem, que ainda não foi identificado, já estava longe.(DoNewsSp)

 

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