A “piscina de ratos” e a Dosimetria
Por Guilherme de Andrades
O 1 de Maio, o Dia do Trabalhador, aquele que é o produtor de todas as riquezas de um país, data essa consolidada durante a Era Vargas no Brasil, (época em que foi garantido vários direitos trabalhistas ao povo brasileiro: férias remunerada; a CLT; o décima terceiro salário, etc) foi comemorada na última sexta feira.
Em pronunciamento nacional, o presidente Lula anunciou o novo “Desenrola Brasil” para contribuir na facilitação da negociação e do pagamento de dívidas pela classe trabalhadora brasileira, com descontos de até 90%. Ademais, os que aderirem serão automaticamente bloqueados das plataformas de jogos e apostas online, as denominadas “BETS”, que na atualidade são eminentes fontes de endividamento.
Lula acrescentou ainda a questão da redução da jornada de trabalho, pauta petista que defende a escala 5X2 sem alteração salarial. O projeto foi enviado ao Congresso. O presidente apontou ainda os benefícios nítidos, como lazer, estudos e saúde, elencando uma vida além da rotina de trabalho. Citou os avanços atuais como ampliação do tempo da licença-paternidade e a justiça tributária a partir do Imposto de Renda.
Por fim, infere uma necessidade de “proteção” ao país a partir do panorama geopolítico atual e as investidas do imperialismo de Donald Trump com o apoio da extrema direita brasileira.
Em paralelo, o país, na véspera do Dia do Trabalhador, escolheu a anistia aos golpistas de 8 de Janeiro, com a aprovação da Dosimetria aos criminosos antidemocráticos, apesar do veto do presidente Lula, invés da pauta de redução da escala 6X1. Conclui-se que o Brasil não possui um Congresso, e sim um grande inimigo do povo brasileiro, efetivando o irracional, afinal foram eleitos. O voto consciente torna-se imperioso nas próximas eleições para evitar a vergonha ocorrida em 30 de abril. A idolatria vencendo pautas emergenciais para a sociedade brasileira, representando uma verdadeira derrota popular, classe essa que deve responder aos absurdos nas urnas em outubro de 2026.
O recado final é democracia como primordial contra os retrocessos golpistas, que escancaram a defesa das elites contra o povo trabalhador.
Sobre Guilherme de Andrades:
Professor/Historiador, especialista em História e Geografia do Brasil, bem como em Metodologias do Ensino. Possui certificação USP sobre Geopolítica Contemporânea.













