O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez coro, nesta quarta-feira, 4, a um diagnóstico de aliados nos bastidores de que o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente terá peso na escolha do vice na sua chapa à reeleição, caso ela se confirme. Segundo ele, o fato de o PL protagonizar a disputa nacional “tem significado” na acomodação partidária. Outras siglas, desse modo, têm um argumento para cobrar preferência.
— Obviamente, o PL é um partido super importante para nós, mas a gente tem que ver também que vamos estar apoiando o candidato à presidência da República do PL. Isso tem um significado, isso é muito importante. Tenho certeza que a gente vai tornar o colégio eleitoral de São Paulo um colégio importante para a candidatura do Flávio. Vamos tomar essa decisão lá na frente — disse ele. — O nosso grupo é muito forte, um grupo que vai estar unido. Dentro desses nomes, vamos escolher o melhor e ver o melhor partido para termos uma chapa que seja forte e onde todo mundo se sinta contemplado, se sinta parte — complementou.
A definição do vice da chapa teria afunilado, de acordo com uma fonte do Palácio dos Bandeirantes, entre o atual ocupante do cargo, Felício Ramuth, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente da Alesp, André do Prado, do PL. Os três estiveram presentes, nesta quarta-feira, 4, durante o anúncio da construção de 37 mil moradias populares. A cena tem se repetido em diversas cerimônias, inclusive no interior do estado.
Interlocutores do governador ouvidos pelo GLOBO passaram a mencionar o peso de Flávio nas escolhas estaduais há cerca de um mês, quando a candidatura do filho de Jair Bolsonaro ganhou mais consistência. Segundo essa leitura, o posto de vice estaria encaminhado ao PSD, restando ao PL, provavelmente, a segunda indicação ao Senado. Ramuth é o favorito de momento, principalmente depois de Kassab fazer declarações controversas de que Tarcísio deveria demonstrar gratidão a Bolsonaro, mas não ser submisso.
O governador chamou Felício Ramuth de “excepcional” e “uma pessoa super preparada” em coletiva de imprensa, sustentando que é preciso “ponderar isso direitinho”. Fez elogios também a André do Prado, um “tremendo presidente da Assembleia que ajudou muito o nosso mandato até aqui” e um “parceiro de primeira hora”.
Quanto ao Senado, o governador de São Paulo evitou eleição quais são os candidatos seriamente avaliados dentro do grupo político e adiantou que a decisão será tomada com base em pesquisas eleitorais. Avisou, porém, que uma das vagas, “sem dúvida nenhuma”, será do deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário estadual de Segurança Pública.
— Vamos fazer pesquisa, testar os nomes, para a gente ver quem tem mais aptidão para concorrer a essa segunda vaga do Senado. A gente sabe que vai ser uma eleição dura, disputada, e vamos procurar os melhores nomes para sermos muito competitivos — afirmou Tarcísio.(Do Globo)













