O capitão da Polícia Militar Alexandre Paulino Vieira, preso hoje (04) pela Corregedoria, era quem contratava PMs para cuidar da escolta de diretores da empresa de ônibus Transwolff, acusados de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Um dos contratados, segundo a documentação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), era o sargento Nereu Aparecido Alves, que atuou na Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).
Documentos do MP-SP mostram que Alexandre Paulino Vieira, que vinha atuando na Assessoria Policial Militar da Câmara Municipal de São Paulo, era ligado a uma empresa que recrutava os PMs e emitia até notas fiscais pelos serviços prestados.
Outro contratado foi o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, conhecido como Pantera. Ele também foi alvo de mandado de prisão hoje pela Corregedoria. A coluna tenta localizar a defesa dos citados e o espaço está aberto para manifestação.
Segundo a Corregedoria da PM, Romano trabalhou na Rota entre 2004 e 2012, retornou em 2017 e ficou até 2020. Ele é investigado por suspeita de vazar informações de operações policiais sigilosas para narcotraficantes do PCC envolvidos com a empresa de ônibus UPBus, entre eles o foragido Silvio Luiz Ferreira, o Cebola.
Os PMs do PCC estava ligados a Operação Sharks foram acusados pelo MP-SP de movimentar R$ 1 bilhão do PCC, provenientes do tráfico de drogas, no período de janeiro de 2018 a julho de 2019. Tobé foi morto pelo tribunal do crime da facção em agosto de 2021.













