Com o aumento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que significam os níveis 1, 2 e 3 dentro do espectro.
Essa classificação foi proposta pelo DSM-5 e indica o nível de suporte necessário no dia a dia, não sendo uma medida de inteligência ou de valor da pessoa.
Estudos internacionais apontam que aproximadamente 44% a 50% das pessoas com TEA estão no nível 1, caracterizado por menor necessidade de suporte. Nesses casos, podem existir dificuldades na interação social, na comunicação e na flexibilidade de comportamento, mas com maior grau de autonomia.
O nível 2 representa cerca de 30% a 35% dos casos e envolve necessidade moderada de suporte. As dificuldades de comunicação são mais evidentes, a interação social é mais limitada e comportamentos repetitivos tendem a aparecer com maior frequência.
Já o nível 3, que corresponde a aproximadamente 20% a 25%, indica necessidade mais intensa de suporte. Nesse grupo, há maiores desafios na comunicação, podendo haver ausência ou limitação significativa da fala, além de maior dependência nas atividades do cotidiano.
É importante lembrar que o autismo é um espectro. Isso significa que cada pessoa apresenta um conjunto único de características, independentemente do nível em que está classificada.
Mais do que números, o essencial é compreender que o diagnóstico não define limites — ele ajuda a entender necessidades e possibilidades.
Sobre a colunista:
Marcela Fernanda de Andrade é pós-graduada em Neurociência, TEA, Educação Especial e Inclusiva, com capacitação em TEA pela Universidade de Harvard, Autismo e Síndrome de Tourette pela The American Academy of Pediatrics (AAP). É mãe atípica, estudante de Fonoaudiologia e mestranda em Distúrbios da Fala, Linguagem e Comunicação Humana.
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Atenção: Esta é uma coluna informativa. Em caso de dúvidas específicas, procure sempre um profissional qualificado.













