Beto Louco, operador financeiro do PCC, avançou em sua tentativa de delação premiada ao entregar um HD com dados considerados relevantes.
Mesmo assim, a negociação travou depois que autoridades perceberam omissão de informações importantes. O contexto de insegurança para delatores e dúvidas sobre a efetividade do acordo complicam a homologação.
O caso envolve a gestão de recursos do PCC por meio de fundos da gestora Reag e transações com o Banco Master, ambos ligados ao mercado financeiro da Faria Lima. Beto Louco permanece foragido, mas tenta negociar a delação com autoridades de São Paulo
Beto Louco é um dos principais operadores do PCC e esteve no centro das investigações que miram a conexão entre o crime organizado e a Faria Lima… -
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não avançar, neste momento, na proposta de delação premiada apresentada pela defesa do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o 'Beto Louco'. A avaliação do órgão foi de que o material encaminhado não trouxe provas concretas capazes de sustentar acusações envolvendo pessoas com foro privilegiado, o que levou à devolução do caso à primeira instância.
A proposta de colaboração havia sido apresentada inicialmente ao Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, responsável pela Operação Tank, e ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que conduz a investigação conhecida como Carbono Oculto. Beto Louco é investigado nas duas frentes.
As autoridades só vão considerar a deleção do avareense quando ele informar dados relevantes.













