Escolas Estaduais irão iniciar ano letivo em meio à crise na Educação
*Por João Nicolau
O governo de Tarcísio de Freitas tem sido marcado por uma série de retrocessos na área da educação, com políticas que priorizam a privatização e o corte de verbas em detrimento da qualidade do ensino público. A crise na educação pública de São Paulo é um tema complexo, motivado por uma série de medidas promovidas pelo governador e seu secretário Renato Feder, como a redução de vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) para 2025, forma de privatização de unidades escolares com a aprovação da PEC 9/2023, a demissão de diretores e equipes escolares, a implementação de uma avaliação de desempenho para professores e equipes escolares, e a falta de investimentos em infraestrutura e recursos.
Nesse contexto, a Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apesoesp) tem sido uma das principais vozes críticas às políticas educacionais do governo, apontando a tentativa de substituição de livros didáticos por materiais digitais, como uma medida que pode prejudicar a qualidade do ensino. Outro ponto questionado é a medida que flexibiliza o investimento na educação pública; a autorização para a privatização de 143 escolas estaduais, considerada inconstitucional. A entidade também se opõe à instalação de um aplicativo nos celulares de professores e alunos sem autorização, o que fere a Lei Geral de Proteção de Dados.
Na região de Avaré, diversas polêmicas envolvendo a Secretaria da Educação se somam desde o ano passado. A tentativa de implementar o modelo cívico-militar na EE Maria Isabel patinou durante todo o ano letivo e ainda é motivo de disputa judicial, enquanto a unidade escolar vive uma incerteza. Além disso, a implementação de modelos de avaliação de desempenho para professores e equipes escolares geraram críticas e prejuízos a diversos profissionais, inclusive com mudanças e incertezas na chefia da Diretoria Regional de Ensino. Desde meados do ano passado têm sido registradas demissões de diretores e equipes escolares, o que foi visto como uma medida autoritária e considerada persecutória.
Com a proximidade do início do ano letivo, os profissionais da educação pública enfrentam desafios significativos, incluindo a desvalorização da profissão, falta de reconhecimento e apoio inadequado da gestão, sobrecarga de trabalho e falta de recursos e infraestrutura adequada. Esses fatores contribuem para o estresse e o burnout, levando a uma alta taxa de afastamento e abandono da profissão. É fundamental que essas medidas sejam criticadas e combatidas para a garantia dos direitos e bem estar de professores e demais profissionais da Educação.













