Nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra novamente o presidente Lula (PT) na dianteira da corrida presidencial de 2026 e indica uma consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo lugar.
O levantamento também revela que o petista segue na liderança em todas as simulações de segundo turno, embora sua vantagem para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tenha caído de 10 para 5 pontos nessa etapa.
A pesquisa foi realizada dos dias 8 a 11 de janeiro. Foram 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais. O nível de confiança, 95%.
A Quaest testou sete cenários para o primeiro turno da eleição presidencial, incluindo variações com os governadores do Paraná, Ratinho Jr. (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).
Além deles, também foram aventados como candidatos os nomes do ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e do estreante Renan Santos (Missão), pré-candidato do novo partido ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre).
Em todos os cenários de primeiro turno, Lula larga na frente. Em relação a dezembro, ele manteve o patamar de intenção de votos, com oscilações dentro da margem de erro.
No cenário considerado mais provável por Felipe Nunes, CEO da Quaest, o petista lidera com 35%, Flávio marca 26%, e Ratinho registra 9%.
O filho de Bolsonaro cresceu em 2 dos 4 cenários também testados em dezembro: cinco pontos em hipótese com Ratinho como representante dos governadores de direita e seis na que tem Zema na posição. Com Caiado, a vantagem aumentou quatro pontos, no limite da margem de erro.
Em dezembro, quando a pesquisa mostrou Flávio à frente de Tarcísio em um eventual primeiro turno com a presença dos dois, o mercado reagiu com queda na Bolsa e alta do dólar. A situação se repete no levantamento atual nos dois cenários em que os dois concorrem juntos contra Lula.
Em um deles, com outros nomes da direita, o petista fica com 36% das intenções de voto, e Flávio marca 23%, contra 9% do governador de São Paulo.
Em uma configuração com apenas Tarcísio como representante do grupo de governadores de direita, este marca 14%, ficando atrás do senador, com novamente 23%, e do atual presidente, que vai a 40%.
Segundo turno
De acordo com o levantamento, Lula vence em todos os cenários de segundo turno, com uma diferença de sete pontos contra Flávio e de cinco contra Tarcísio.
A distância entre Lula e o governador, no entanto caiu à metade no último mês na simulação da segunda etapa da corrida. O petista tinha 45% das intenções de voto contra 35% de Tarcísio em dezembro; no levantamento atual, venceria por 44% a 39%.
Contra Flávio, a diferença variou dentro da margem de erro. Em dezembro, o presidente tinha 46% das intenções de voto contra 36% do senador em um possível segundo turno. Agora, lidera o embate por 45% a 38%.
Em uma segunda etapa contra Ratinho Jr., Lula teria vantagem de sete pontos, com 43% a 36%. Já em confronto com Caiado, a distância seria 11 pontos, com 44% a 33%. Se o oponente fosse Zema, seriam 15 pontos —46% a 31%.
A maior diferença de Lula em relação aos oponentes num confronto direto, de 20 pontos, é no cenário em que ele concorreria contra Renan Santos. O petista ficaria com 46% a 26% das intenções de voto nesse caso. No caso de Aldo Rebelo, seriam 18 pontos, 45% a 27%.
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Rejeição
As maiores rejeições, segundo a pesquisa, são as Flávio e Lula. A pesquisa aponta que 55% dos brasileiros conhecem e não votariam no filho do ex-presidente; em dezembro, eram 60%. Já o petista manteve o índice em 54%.
Tarcísio marcou 43% de rejeição (ante 47% em dezembro), e Ratinho, 41% (depois de 39%). São 36% os que dizem que não votariam em Caiado (contra 40% do mês passado), o mesmo percentual relativo Zema (antes 35%). Já Aldo Rebelo marca 27% (28% em dezembro), e Renan Santos mantém os mesmos 21%.
De acordo com o levantamento, 44% acham que Bolsonaro errou ao indicar Flávio. Em dezembro, eram 54%. Outros 43% pensam o contrário, contra 36% no mês passado.
A maioria acredita que um candidato da família Bolsonaro tem menos chances contra Lula do que outro oposicionista. 43% acham que um candidato da oposição fora da família poderia vencer o petista, mas só 34% acham que alguém com o sobrenome Bolsonaro seria eleito.













