Uma mulher morreu na manhã deste sábado (13) durante atividade de "rope jump" (salto com corda) na Ponte do Esqueleto, na divisa de Limeira com Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Informações preliminares apontam que os instrutores não teriam fixado corretamente o equipamento de segurança na vítima, que sofreu politraumatismo, segundo a Polícia Militar.
Imagens do momento compartilhadas em redes sociais indicam que a mulher teria sido arremessada sem estar presa a qualquer tipo de corda. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado por volta das 9h55 e constatou o óbito no local. Testemunhas teriam prestado os primeiros socorros à vítima, ainda de acordo com a polícia.
Seis pessoas foram detidas no local. Três delas, de acordo com a PM, permaneciam presas até o fim da tarde. A Polícia Civil apura o caso. Segundo o governo federal, a empresa não tinha autorização para esse tipo de prática.
A Ponte do Esqueleto é um conhecido ponto de saltos na região, com registro de ao menos outras duas pessoas feridas no ano passado — ao terem se chocado contra o chão durante salto de "rope jump", segundo a imprensa local. Em 2024, chegou a ter o acesso bloqueado a pedido da União após a morte de uma ciclista, porém as atividades foram posteriormente retomadas.
Após a morte deste sábado, a prefeitura de Limeira anunciou que irá processar o governo federal para que faça o controle de acesso da estrutura. "A tragédia [...] torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão", apontou em nota, em nome do prefeito Murilo Félix (Podemos).
A Secretaria do Patrimônio da União, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, destacou que a atividade era irregular. Também ressaltou estar disponível para colaborar com as investigações.
A ponte fica em área rural privada, nas proximidades da rodovia dos Bandeirantes. Foi construída há décadas, para a hoje extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.), cujo patrimônio teve o processo de integração ao da União concluído em março de 2026 no caso dos bens localizados em São Paulo.
O "rope jump" consiste no salto de grandes alturas com o praticante preso em cordas. É também chamado de "pêndulo humano", pelo efeito de balanço após o salto. A modalidade difere do "bungee jump", em que a corda elástica provoca rebotes.
Em sessão na Câmara Municipal de Limeira em 2025, um empresário do setor turístico afirmou que a Ponte do Esqueleto é visitada por cerca de 500 pessoas mensalmente. Diferentes empresas atuam no local.













