Caros e parcos leitores o que vou tentar escrever é um tanto quanto difícil, e só uma pequena parte da grande imprensa vem divulgando, uma vergonha de um Ministro que se está comportando como canalha: ordinário e pilantra.
Em novembro de 2025, a pedido de liquidação do Banco Central apontou para o coração do Banco Master, encerrando uma década de promessas de altos rendimentos e desvendando um rombo estimado em R$ 17 bilhões. O caso, que já era o maior escândalo financeiro brasileiro recente, transformou-se, um mês depois, em um dramático teste para as instituições. A nomeação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, como relator do processo trouxe para o centro do furacão uma conexão pessoal do magistrado: seu refúgio familiar, o resort de luxo Tayayá.
A Fraude e a queda em cascata
A operação que atraiu mais de 1 milhão de clientes com CDBs altamente rentáveis era, na verdade, um castelo de cartas. Investigadores da Polícia Federal, na Operação “Compliance Zero”, descrevem um esquema para mascarar perdas que incluía carteiras de crédito fantasmas e triangulações financeiras irregulares entre 2023 e 2024. A tentativa de salvação, uma negociata para venda ao banco público BRB, acendeu o alerta geral sobre a extensão do problema.
O estrago foi sistêmico. Além dos 1,6 milhão de investidores do Master, outros 12 milhões que utilizavam o Banco Will, braço digital do grupo, foram atingidos. Enquanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a indenizar aplicações cobertas, um rombo de R$ 1,86 bilhão em fundos de previdência de servidores públicos ficou descoberto, jogando milhares de futuros aposentados na fila de credores. A partir de novembro, o BC decretou a liquidação de seis instituições do conglomerado, incluindo o Banco Will em janeiro de 2026.
No centro da trama está o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco e alvo principal da PF, cujo estilo de vida ostensivo – com jatinhos e festas milionárias – contrastava com o desespero dos investidores lesados.
O Ministro, o resort e o conflito
O caso ganhou contornos de crise institucional quando, em dezembro de 2025, a investigação alcançou o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), detentor de foro privilegiado no STF. Coube a Toffoli, como relator, autorizar medidas robustas, como a quebra de sigilo de 101 investigados e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
A decisão, porém, foi imediatamente envolvida por uma nuvem de questionamentos. Reportagens revelaram que o ministro é figura onipresente no Tayayá Aquaparque, resort de alto padrão em Ribeirão Claro (PR). A propriedade, que oferece casas de R$ 750 mil e abrigava um cassino ilegal, pertence a empresas dos irmãos e de um primo de Toffoli. Até 2025, um dos fundos de investimento suspeitos de integrar o esquema do Banco Master era sócio dos familiares do ministro no empreendimento.
Funcionários do local tratam Toffoli como “o dono”. Ele possui uma casa exclusiva, a “Ecoview”, e um barco em área restrita. Entre 2022 e 2025, o próprio Judiciário pagou mais de R$ 454 mil em diárias para seguranças do STF no município, em datas que coincidem com frequentes estadias do ministro, inclusive durante Carnaval e Réveillon.
Vídeos obtidos pela imprensa mostram Toffoli recebendo, no resort, magnatas como André Esteves, do BTG Pactual, e Luiz Pastore, do grupo Ibrame, em encontros que especialistas em ética apontam como inadequados para um ministro da Corte.
A batalha no STF e a saída honrosa
A conexão direta entre um investigado (o fundo) e os familiares do relator fez soar todos os alarmes sobre conflito de interesses. Internamente no Supremo, a relatoria de Toffoli é vista com desconforto por parte dos pares. Ministros como Gilmar Mendes e Luiz Fux avaliam, na Segunda Turma, a possibilidade de determinar o desmembramento do caso, enviando as investigações de volta à primeira instância – uma manobra vista como “saída honrosa” para preservar a aparência de imparcialidade da Corte.
Toffoli resiste a abrir mão do processo, enquanto o caso expõe publicamente as tensões entre o STF, o Tribunal de Contas da União, o Banco Central e a Polícia Federal.
Mais do que uma fraude financeira, o caso Banco Master é um espelho das fragilidades brasileiras. Ele evidencia falhas graves na regulação do sistema bancário e, agora, coloca à prova os mecanismos de controle sobre o próprio Poder Judiciário. A capacidade do STF de julgar com isenção um caso que tangencia a vida privada de um de seus membros mais poderosos é o capítulo final – e ainda em aberto – deste escândalo que já redefiniu o debate sobre ética, transparência e confiança nas instituições em 2026.
Sorriam......nós todos continuamos sendo roubados, com anuência de um Ministro do STF!













