*Por Guilherme de Andrades
O historiador britânico Eric Hobsbawm, em sua trilogia sobre as "Eras", apontou que no cenário da época, certos fatores eram eminentes no erigir e queda dos impérios, tais como a militarização do mundo; um acentuado segregacionismo e um intensificado debate sobre direitos humanos, numa postura questionadora.
Exemplificado por Hobsbawm, o Império Mongol, em sua ascensão e consolidação, foi determinante a questão climática nas estratégias militares: invasões de insetos, fome e frio em condições extremadas, seca, inundações mortais, naquele caso, interpretadas como punição divina. Doenças e pestes foram mundializadas e a imigração em massa ocorreu numa fuga popular. No século XVII, as baixas temperaturas consolidaram o Império Britânico e Ibérico, via Colonização da América e sua respectiva exploração por séculos.
Paralelamente, em 2026, a Rússia de Putin, no poder desde 1999, apresenta em seu programa expansionista, sucessivas tentativas de anexação de territórios ucranianos, como a Criméia em 2015 e porções na atualidade. A China de Xi Jinping ameaça Taiwan. Historicamente imperialista, o historiador britânico apontou ações ofensivas chinesas, como no século XIV, onde ameaçou invadir o Sri Lanka, com navios de guerra dispostos no Índico. Netanyahu, promovendo um genocídio na Palestina, busca anexar terras no molde de uma "colonização sionista" do século XXI, fortalecendo Israel. Trump invadiu a Venezuela, sequestrou o presidente Nicolás Maduro e declarou-se presidente em exercício no território venezuelano, sob argumento de uma Doutrina Monroe retrógrada, tendo como fundamento o apropriar das reservas petrolíferas.
Em concordância a Hobsbawm, aponta-se a tese: historicamente, estamos caminhando para uma nova ascensão de impérios no mundo? A tecnologia no campo militar avança rapidamente, as nações investem seu respectivo PIB no armamentismo, o caos climático é predominante, as tentativas de domínio ocorrem, numa postura de divisão do mundo em pedaços ou zonas diretas entre Rússia, China e EUA contra o resto do mundo e a cada momento, as tensões tornam-se mais acirradas.













