Para a surpresa de um total de zero pessoas, chegou a hora de publicar mais uma lista dos livros lidos por mim, no decorrer dos últimos 12 meses. Esse já é o 7º ano que faço isso.
Lembre-se de que as notas que darei para as obras são totalmente pessoais, e vão de 0 a 10, sendo que o 0 será dado somente para uma obra que não mereceria sequer ter sido impressa. A nota 10, por óbvio, é reservada somente às obras de arte. Particularmente, considero que uma obra nota 6 já vale a pena ser lida em razão do entretenimento oferecido.
Disponibilizo também o link para compra, caso você se interesse. Eu não ganho absolutamente nada com isso, e tais links podem não trazer o melhor preço, pois por comodidade, quase sempre compro na Amazon. Se lá não houver a obra disponível, aí eu procuro no Mercado Livre ou Estante Virtual, pela ordem.
O texto de apresentação das obras é fornecido pelos autores ou editora, mas conta com eventuais acréscimos, supressões ou alterações feitas por mim, visando facilitar a compreensão.
1 – Celular – Stephen King
Editora: Suma
Descrição: Um dos livros mais sangrentos e horripilantes do mestre do terror. Stephen King captura o leitor desde as primeiras páginas, sem oferecer qualquer chance para que recupere o fôlego antes do final devastador. Em Celular, King leva o medo da tecnologia e do terrorismo digital às últimas consequências. De uma hora para outra, telefones celulares se tornam os responsáveis pelo apocalipse, ao apagar do cérebro de milhões de pessoas qualquer traço de humanidade, deixando no lugar apenas violência e impulsos destrutivos. Aqueles que não possuem um celular, como o artista gráfico Clayton Riddell e seu pequeno grupo de normies ― pessoas que não sofreram o ataque ―, agora lutam por sobrevivência. Enquanto batalha para chegar a um lugar seguro e reencontrar sua família, Riddell se vê cada vez mais rodeado por caos, carnificina e uma horda terrível de humanos que foram reduzidos aos instintos mais básicos... mas que parecem estar começando a evoluir.
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Nota: 9.
2 – Holly – Stephen King
Editora: Suma
Descrição: Holly Gibney surgiu tímida e reclusa em Mr. Mercedes e se tornou uma detetive particular talentosa. Neste romance inédito de Stephen King, ela retorna para enfrentar dois adversários perversos.
Penny Dahl está desesperada para encontrar a filha, Bonnie, que sumiu sem deixar vestígios. Em busca de ajuda profissional, ela liga para a agência Achados e Perdidos, sob o comando de Holly Gibney. A detetive reluta em aceitar o caso, porque deveria estar de licença, mas algo na voz de Penny faz com que Holly não consiga ignorar o pedido.
A poucos quarteirões de onde Bonnie foi vista pela última vez, moram Rodney e Emily Harris. Um casal de acadêmicos octogenários, dedicados um ao outro, eles simbolizam a banalidade da classe média suburbana. No entanto, no porão de sua casa bem cuidada e repleta de livros, os dois escondem um segredo terrível, que pode estar relacionado ao desaparecimento de Bonnie.
Descobrir a verdade se torna uma tarefa quase impossível, e Holly dependerá de seus talentos extraordinários para desmascarar os professores ― antes que eles ataquem novamente.
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Nota: 9.
3 – Verdade ao Amanhecer – Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Descrição: Situações tensas, cômicas e banais em um ambiente deslumbrante, misturando ficção e autobiografia, Hemingway nos brinda com Verdade ao Amanhecer, um revelador autorretrato e crônica dramática de seu último safári na África. Escrito em 1953, quando voltava de uma temporada no Quênia, a obra tece uma história rica em humor e beleza. Verdade ao Amanhecer começa no momento em que Pop, famoso caçador, entrega a Hemingway a responsabilidade pela área de caça onde está seu safári. O fato coincide com rumores de que o território poderá ser atacado por uma organização africana que se opõe ao poder colonial dos ingleses. Enquanto o ataque não vem, Mary, a esposa de Hemingway, empenha-se em caçar um leão pelo qual está obcecada. Acrescentando ao seu dramático painel humano pinceladas de fino humor, Hemingway captura a excitação da caça aos grandes animais selvagens, assim como a incomparável beleza do cenário africano, as grandes planícies cobertas de neblina cinzenta, o perfil de zebras e gazelas contra o horizonte, gritos de hiena ferindo a noite escura e gelada. Nesta obra, o autor satiriza, entre outras coisas, o papel da religião organizada na África. Reflete também sobre o próprio ato de escrever e sobre o papel do autor no estabelecimento da verdade.
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Nota: 8.
4 – O Sol Também se Levanta – Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Descrição: Numa linguagem acelerada, Hemingway cria personagens que logo se inserem no convívio do leitor, destacando-se, como figuras marcadas e marcantes, Jake Barnes, jornalista com ferimento de guerra, Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa por quem ele estava apaixonado, Robert Cohn, escritor em busca de seu caminho, Mike Campbell, playboy inglês que também fazia a corte a Lady Brett, e Pedro Romero, toureiro espanhol com quem ela tem um caso. Uma obra vigorosa que retrata os conflitos e frustrações dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial.
Para O Sol Também se Levanta, Hemingway elaborou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante.
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Nota: 6.
5 – Dom Quixote (Texto Adaptado) – Miguel de Cervantes
Editora: Revan
Descrição: O poeta Ferreira Gullar extrai todo o conteúdo poético e humanista dos cinco volumes da edição original de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Por meio de uma linguagem moderna e fluida, Gullar consegue tornar o livro mais acessível aos leitores de nosso tempo. As ilustrações de Gustave Doré fazem jus à importância e qualidade da obra. Dom Quixote certamente segue a trilha do êxito obtido por Gullar na tradução de dois outros clássicos da Literatura - Fábulas de La Fontaine e As mil e uma noites, ganhadores do prêmio "Altamente Recomendável", concedido pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil -, também editados pela Revan. Os três títulos estimulam a imaginação e enchem os olhos de dezenas de milhares de crianças e adultos em todo o Brasil. A história mostra um ingênuo senhor rural, cujo passatempo favorito é a leitura de livros de cavalaria. O senhor acaba acreditando literalmente nas aventuras escritas e, por isso, decide tornar-se um cavaleiro andante.
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Nota: 7.
6 – Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez
Editora: Record
Descrição: Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Em Cem anos de solidão, um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.
Em nenhum outro livro García Márquez empenhou-se tanto para alcançar o tom com que sua avó materna lhe contava os episódios mais fantásticos sem alterar um só traço do rosto. Assim, ao mesmo tempo em que a incrível e triste história dos Buendía pode ser entendida como uma autêntica enciclopédia do imaginário, ela é narrada de modo a parecer que tudo faz parte da mais banal das realidades.
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Nota: 3.
7 – Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul
Descrição: Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma. Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 – que originalmente foi escrito como um conto antes de se transformar em um romance – foi criado durante a era do macartismo, a sistemática censura à arte promovida pelo governo americano nos anos 1950. Bradbury costumava dizer que a proibição a livros não foi o motivo central que o levou a compor a obra, e sim a percepção de que as pessoas passavam a se interessar cada vez menos pela literatura com o surgimento de novas mídias, como a televisão. Adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos, Fahrenheit 451 é uma grande crítica aos regimes autoritários de qualquer tempo. Uma obra política e um dos livros mais censurados do mundo, redescoberto a cada nova geração pois ainda tem algo importante a nos dizer.
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Nota: 7.
8 – 1984 - George Orwell
Editora: Principis
Descrição: Publicado em 1949, o texto de Orwell nasceu destinado à polêmica. Traduzido em mais de sessenta países, virou minissérie, filmes, quadrinhos, mangás e até uma ópera. Ganhou holofotes em 1999, quando uma produtora holandesa batizou seu reality show de Big Brother. 1984 foi responsável pela popularização de muitos termos e conceitos, como Grande Irmão, duplopensar, novidioma, buraco da memória e 2 2 5. O trabalho de Winston, o herói de 1984, é reescrever artigos de jornais do passado, de modo que o registro histórico sempre apoie a ideologia do Partido. Grande parte do Ministério também destrói os documentos que não foram revisados, dessa forma não há como provar que o governo esteja mentindo. Winston é um trabalhador diligente e habilidoso, mas odeia secretamente o Partido e sonha com a rebelião contra o Grande Irmão.
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Nota: 9.
9 – Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
Editora: Biblioteca Azul
Descrição: Em uma sociedade organizada segundo princípios estritamente científicos, Bernard Marx, um psicólogo, sente-se inadequado quando se compara aos outros seres de sua casta. Ao descobrir uma “reserva histórica” que preserva costumes de uma sociedade anterior – muito semelhante à do leitor – Bernard vai perceber as diferenças entre este mundo e o seu – e a partir de um sentimento de inconformismo, ele desafiará o mundo. O romance distópico de Aldous Huxley é, certamente, um clássico moderno e indispensável para quem busca leituras sobre autoritarismo, manipulação genética, ficção especulativa e outros temas que se tornam a cada dia mais urgentes. Muitas das previsões do autor vieram a ser confirmadas anos mais tarde, como a tecnologia reprodutiva, as supostas técnicas de aprendizado durante o sono e a manipulação pelo condicionamento psicológico. Ao lado de obras como Fahrenheit 451, de Ray Bradbury e 1984, de George Orwell, que criticavam os governos totalitários de esquerda e de direita, Admirável Mundo Novo figura na lista dos livros mais relevantes e influentes de todos os tempos. O clássico de Huxley não é somente um hábil exercício de futurismo ou de ficção científica, mas um olhar acerca do autoritarismo no mundo desde que o livro foi publicado, em 1932, e que continua a nos assombrar.
Nota: 1.
10 – O Mínimo Sobre Armas e Cristianismo - Bene Barbosa
Editora: O Mínimo
Descrição: Matar sempre é pecado? Cristãos não podem mesmo usar armas para se defender? Hoje, mais do que nunca, insiste-se na ideia de que o cristianismo deve ser totalmente pacifista. Mas será que isso é realmente verdade?
A história, as Escrituras e inúmeros exemplos mostram que cristãos não só podem como devem proteger suas vidas e convicções. A autodefesa é um aspecto legítimo e coerente com a fé cristã. Se o clero católico, pastores evangélicos, líderes cristãos e o próprio Vaticano têm pessoas armadas para sua defesa, o mínimo que se espera é que todo cristão tenha esse mesmo direito.
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Nota: 8.
11 – Grandes Homens do Meu Tempo – Winston S. Churchill
Editora: Nova Fronteira
Descrição: Vencedor do Nobel de Literatura, Sir Winston S. Churchill foi um notável estadista, que se destacou por seu desempenho como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Conhecido pelo carisma e pela oratória ímpares, o político traça nesta obra os perfis de proeminentes personalidades que, de algum modo, o inspiraram, seja por concordar com suas ideias, seja por discordar delas. Desde Roosevelt, Trótski, Hitler até Wells, Chaplin e Kipling, o olhar aguçado do autor busca identificar nesses gigantes o que de fato construiu sua grandeza, atentando não só para seus méritos, mas também para suas limitações.
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Nota: 10.
12 – A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro Um – George R. R. Martin
Editora: Leya
Descrição: Em A guerra dos tronos, o primeiro livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin cria uma verdadeira obra de arte, trazendo o melhor que o gênero pode oferecer. Em uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno toda uma vida, os problemas estão apenas começando. O frio está de volta e, nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. No centro do conflito estão os Stark do reino de Winterfell, uma família tão áspera quanto as terras que lhe pertencem. Dos lugares onde o frio é brutal até os distantes reinos de plenitude e sol, George R. R. Martin narra uma história de lordes e damas, cavaleiros e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos. Entre disputas por reinos, tragédias e traições, vitória e terror, o destino dos Stark, seus aliados e seus inimigos é incerto. Mas cada um está se esforçando para ganhar este conflito mortal: a guerra dos tronos.
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Nota: 9.
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