O presidente nacional do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que considera o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), como o "melhor nome" para ser vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, nas eleições deste ano.
Ciro diz acreditar que a eleição será decidida pelo eleitorado indeciso do Sudeste, o que credenciaria Zema para o posto, já que pode apresentar entregas feitas ao longo de dois mandatos no governo mineiro e, por ter "perfil gestor", seria uma espécie de contraponto a eventuais críticas às quais Flávio pode ficar sujeito, pelo fato de não ter passagens pelo Poder Executivo.
Ciro descarta ser vice de Flávio e ressalta que a escolha pode mudar o rumo das eleições.
— O melhor vice, na minha opinião, seria o Zema, por ter entregas e experiência. Eu acho que esta eleição será decidida no Sudeste. Mas, não sei se o Zema chega a somar eleitoralmente. Espero que ele (Flávio) não cometa o erro que o pai dele (o ex-presidente Jair Bolsonaro) cometeu no ano passado, ao escolher o Braga Netto para vice, e não a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ali, ele deixou de acenar para o eleitorado feminino e perdeu a eleição. A escolha precisa ser estratégica. Desde já, digo que não quero ser vice e já comuniquei ao Bolsonaro que sou candidato ao Senado, no Piauí. Estou fora dessa — afirmou Ciro.
O senador defende que Flávio faça acenos aos eleitores de centro, como forma de atrair indecisos, que fogem da polarização simbolizada pelo antagonismo entre bolsonarismo e petismo. Ele avalia como "errada" a estratégia adotada por Flávio recentemente, que chegou a dizer que, caso eleito, poderia nomear o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como ministro das Relações Exteriores.
— Se Flávio quiser vencer a eleição, terá que falar com o eleitor de Centro. Não se trata de intensificar apenas as agendas no nordeste. Eu sou de lá, o nordeste vai votar majoritariamente no Lula, independente do vice ser de lá. Mais importante que o vice é o discurso de união e modernização. Flávio leva uma vantagem em relação ao Lula, que é a idade. Lula vive olhando para trás. Mas, se Flávio só quiser falar para a bolha, ficar dizendo que quer nomear o Eduardo Bolsonaro no Itamaraty, vai perder — completou.
Próximo à família Bolsonaro, o parlamentar considera a candidatura de Flávio "irreversível", mas não garante o apoio. Ele afirma que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve se contentar com a tentativa de reeleição para o Palácio Bandeirantes.
— Hoje, o nome do Flávio é incontornável, não tem como voltar atrás. Tarcísio só seria candidato com o apoio de Bolsonaro e hoje eu não vejo mais possibilidades dele à Presidência.(Do Globo)













