O que deveria ser um ambiente de construção do saber transformou-se em um cenário de medo, silêncio e incerteza. Desde que o professor Henrique Riguetto Rodrigues assumiu a Diretoria de Ensino da Região de Avaré, em maio de 2025, a categoria docente relata viver sob uma gestão marcada pelo isolamento institucional e pelo que classificam como uma "perseguição burocrática".
O mal-estar, que antes ecoava apenas nos corredores das escolas, tomou proporções políticas. Agora, educadores e sindicatos buscam o apoio do Deputado Estadual Major Mecca para que a situação chegue diretamente ao gabinete do Governador Tarcísio de Freitas.
A principal queixa dos profissionais é a falta de diálogo. O dirigente, vindo da capital paulista, é acusado de erguer uma barreira contra a categoria e a imprensa local. Enquanto o jornal A Bigorna tenta, há meses, respostas sobre pontos críticos da administração, Riguetto refugia-se no argumento de que necessita de autorização prévia da SEDUC para falar.
Entretanto, a "mordaça" parece ser seletiva. "Ele escolhe onde e quando a burocracia se aplica. Aparece em canais que não fazem perguntas difíceis, mas fecha as portas para quem traz as denúncias do chão da escola", afirma um editorial do veículo.
O impacto da gestão tecnocrata é medido em números alarmantes: estima-se que mais de 120 professores estejam desempregados na região, aguardando transparência nos processos de atribuição de vagas.
"Não temos uma liderança que dialoga, mas uma barreira que impede o avanço da educação. Há colegas que hoje não sabem como colocar comida na mesa por pura falta de resolutividade da Diretoria", desabafa um docente que solicitou anonimato por receio de retaliações.
Apelo ao Major Mecca
Diante do que chamam de "gestão de isolamento", o clamor dos professores de Avaré agora se direciona à Assembleia Legislativa. O pedido ao Deputado Major Mecca é para que ele atue como a voz da região junto ao Governo do Estado.
A categoria espera que o deputado, conhecido por sua postura de fiscalização e defesa dos servidores, leve ao Governador Tarcísio de Freitas o dossiê de irregularidades e a pergunta que não quer calar na cidade: a permanência de Henrique Riguetto no cargo ainda é sustentável?
Para os educadores, Avaré não pode ser refém de uma administração que vê a transparência como um favor, e não como um dever do cargo público.













