A gestão da Diretoria de Ensino da Região de Avaré atravessa um de seus momentos mais turbulentos. Sob o comando do professor Henrique Riguetto Rodrigues, a instituição enfrenta uma enxurrada de denúncias que variam desde o descaso no atendimento a profissionais da educação até uma grave crise de empregabilidade que atinge mais de uma centena de professores.
O "Muro" da Comunicação
Há meses, o jornal A Bigorna busca estabelecer um diálogo direto com Henrique Riguetto para esclarecer pontos críticos da administração escolar na região. A resposta, contudo, tem sido um padrão de esquiva: o dirigente recusa-se a conceder entrevistas, alegando que qualquer declaração depende exclusivamente de autorização prévia da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC).
O que causa estranheza — e indignação — é a seletividade desse silêncio. Enquanto fecha as portas para este veículo de imprensa e evita responder a questionamentos oficiais, Riguetto tem sido visto em outros canais de comunicação discorrendo sobre a situação escolar. A postura levanta uma dúvida legítima: por que o dirigente escolhe onde e quando a "burocracia da SEDUC" se aplica?
Professores no limbo e críticas da APEOESP
A insatisfação não é apenas midiática, é estrutural. Estima-se que mais de 120 professores estejam supostamente desempregados na região, aguardando definições e transparência nos processos de atribuição e gestão de vagas.
As denúncias de docentes que se sentem ignorados pela Diretoria de Ensino acumulam-se. Segundo relatos, o dirigente sequer recebe a categoria para ouvir as demandas urgentes do chão da escola. Esse isolamento institucional levou a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e grupos de educadores a pedirem formalmente a sua remoção do cargo.
"O grau de insatisfação é insustentável. Não temos uma liderança que dialoga, mas uma barreira que impede o avanço da educação na nossa região", afirma um docente que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
Gestão sob fogo cruzado
Desde que assumiu o posto em maio de 2025, o trabalho de Henrique Riguetto tem sido alvo de críticas severas. A falta de resolutividade diante das denúncias apresentadas pelos professores e o distanciamento das necessidades reais das unidades escolares pintam o retrato de uma gestão tecnocrata e pouco sensível ao fator humano.
Para uma figura pública que ocupa um cargo de tamanha relevância para o futuro de Avaré e região, a transparência não deveria ser uma opção, mas um dever. O jornal A Bigorna reitera que o espaço continua aberto para que o Dirigente de Ensino, caso decida romper o silêncio, apresente sua versão dos fatos e soluções para os profissionais que hoje se encontram sem sustento.













