A troca dupla no secretariado do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, anunciada na semana passada, em meio ao desgaste do cancelamento da visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ajuda a distensionar a relação com os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp).
O motivo é a substituição do secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lima, deslocado para a Secretaria da Justiça, no lugar de Fábio Prieto. Ele foi substituído no cargo pelo presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro.
Segundo apurado com deputados da base aliada, Lima vivia desgastes com partidos como o Progressistas, prefeitos do interior e aliados do governo que reclamavam de falta de diálogo. Eles viam no antigo secretário um perfil duro e com "mão de ferro".
Ele e o governador se formaram no mesmo ano na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1996. Durante o governo Bolsonaro, Lima presidiu a EPL, estatal vinculada ao Ministério da Infraestrutura, à época chefiado por Tarcísio. Ele também coordenou o grupo de transição no estado.
O ex-secretário da Casa Civil estava no cargo desde o início do mandato, período em que houve reclamações frequentes sobre o ritmo de assinatura de convênios e liberação de emendas dos deputados para o interior. Os valores destoam dos últimos anos da gestão de Rodrigo Garcia.
Deputados que acompanham de perto a execução orçamentária dizem que a Fazenda apertou as contas do estado no ano passado devido a instabilidades na previsão de arrecadação. Um aspecto relevante para isso foi o tarifaço anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, sobre as exportações de produtos brasileiros aos Estados Unidos.













