Um adolescente foi apreendido e outras sete pessoas foram presas por suspeita de atirar contra dois homens que pagavam uma dívida de tráfico para tirar dois garotos das drogas em Viana (ES).
Vítimas eram o tio dos adolescentes, que morreu ao ser baleado, e o pai dos garotos, que sobreviveu. O crime aconteceu em 26 de agosto, mas o inquérito da Polícia Civil foi encerrado nesta semana.
Os homens foram até uma boca de fumo da cidade para tentar levar os garotos, de 13 e 15 anos, para casa. Só o mais novo aceitou ir para casa, enquanto o mais velho disse que iria depois, segundo a polícia.
O adolescente de 15 anos pediu abrigo aos traficantes e, neste momento, o crime teria começado a ser tramado. O pai e o tio do adolescente tentaram falar com o garoto por telefone, mas um traficante atendeu e falou que eles precisariam pagar uma dívida de R$ 2 mil. Os dois voltaram ao local, mas foram vítimas de uma emboscada.
Quando o tio e o pai do garoto chegam à boca de fumo novamente, eles foram recebidos a tiros. Três traficantes aguardavam por eles em um terreno baldio próximo.
O tio do menino morreu antes de receber atendimento médico, mas o pai sobreviveu e ajudou a polícia a solucionar o crime. "O pai disse que sabe o que é o mundo da criminalidade e que não queria isso para os filhos. Que por algum tempo ele estava tentando convencer os garotos a abandonar", afirmou a delegada Suzana Garcia, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de Viana.
Adolescente monitorou chegada do pai e do tio na boca e lamentou quando só um deles morreu, segundo a polícia. "Quando eles percebem que só um tinha morrido, o adolescente questiona: 'Como vocês conseguiram errar?'.", disse a delegada.
Intervenção dos parentes no esquema do tráfico local foi o que motivou o assassinato, segundo a delegada. Os dois adolescentes passaram cerca de dois meses atuando na distribuição de maconha antes da intervenção familiar.
O adolescente de 15 anos foi apreendido e a situação do irmão dele está sob sigilo, já que ele ainda não atingiu a maioridade. O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar e pela Vara da Infância e Juventude.













