O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 46% das intenções totais de votos, segundo o Datafolha. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) está na segunda posição, com 30%.
Outros três candidatos de esquerda radical, Vera Lúcia (PSTU, 5%), Vivian Mendes (UP, 4%) e Carlos Machado (PCB, 4%), surpreendem empatados no terceiro posto, ainda que distante. Em teoria, eles tomam para si 13% que poderiam ser disputados por Haddad. Dizem votar em branco, nulo ou em ninguém 8%, enquanto 3% estão indecisos.
Tarcísio amealha 52% dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos e são usados pela Justiça Eleitoral para contabilizar o resultado do pleito, ante 34% de Haddad. Para vencer em qualquer rodada, o candidato deve ter 50% dos votos válidos mais um.
A margem de erro de dois pontos para mais ou menos e a distância da eleição, quando a declaração de voto branco e nulo é historicamente maior, não permitem afirmar que ele ganharia a disputa no primeiro turno se ela fosse hoje.
Essa pesquisa, realizada de quarta-feira (1º) a sexta (3) e registrada na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026, é a primeira com o cenário das pré-candidaturas consolidado no estado. Foram ouvidos 1.608 eleitores em 71 cidades.
Em relação à rodada anterior, de março, diversos nomes do campo de Haddad deixaram a disputa. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) concorrerão ao Senado, Márcio França (PSB) será seu vice e Geraldo Alckmin (PSB) seguirá na chapa presidencial de Lula (PT).
Já no espectro político próximo de Tarcísio, Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) desistiram de enfrentar a campanha.
Pesquisa
Os dados de levantamentos eleitorais não devem ser compreendidos como previsões para o resultado final das eleições. Eles servem de termômetro para opinião de eleitores no momento em que a pesquisa é feita.
De lá para cá, Haddad deixou o ministério e se lançou pré-candidato. Com isso, as citações espontâneas a seu nome como candidato preferido subiram de 2% em março para 8% agora, e 1% diz preferir um candidato do PT. Tarcísio oscilou de 22% para 21%, enquanto dizem votar "no atual governador" sem nomeá-lo 3%.(Do Estado de SP)













