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Déjà Vu (Já Visto) ed. 01/08/2015

Por Jornal A Bigorna 03/08/2015 18:19:04 808
Déjà Vu (Já Visto) ed. 01/08/2015

Por: Carlos “Cam” Dantas

 

e-mail: colunistacarloscam@gmail.com

Combatendo o bom combate

 

Alguns Secretários Municipais (e subalternos) chiaram “além da conta, sô” na semana que passou. Fizeram ameaças, pediram “cabeças”, prometeram vingança. “Fomos injuriados. Vai ter o troco”, vociferaram tudo culpa das matérias: “CUTUCANDO A ONÇA COM VARA CURTA” e “UM BARCO EM ÁGUAS TUMULTUOSAS”. Salvo um outro olhar mais apurado, o que vemos no jornalismo avareense é a tentativa de se “combater o bom combate”, terminar uma corrida, tendo Avaré como única beneficiária. Talvez na ótica dos administradores atuais as cobranças são desnecessárias porque a cidade já não precisa de tantas coisas assim. (Huumm!!). Vem daí a aversão para com a imprensa (pelo menos, parte dela) quando requer uma ação mais efetiva de posicionamento e de trabalho dos agentes públicos, ou aponta as mazelas do setor ou ainda reivindica melhorias.

Toda pessoa que se propõe a exercer a função pública, deve admitir e sujeitar-se as críticas que lhe forem dirigidas, goste ou não, pois esses são os princípios democráticos que a Constituição outorga a imprensa livre. Especialmente no que se refere à vida dos homens públicos e notícias jornalísticas que gravitam em torno de seu nome, assim já se manifestou o Egrégio Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo, cuja avaliação aqui se ajusta como luvas: “Inexiste aí, injúria, segundo o conceito jurídico penal, mas apenas crítica. Justa ou injusta, bem ou mal intencionada, sincera ou maldosa, não importa. Todo homem público (no sentido lato), está sujeito ao julgamento de seus concidadãos. A crítica é inerente ao sistema democrático”. Desta forma seria de bom alvitre esclarecer aos nobres ocupantes de cargos públicos que se julgaram atingidos pelas matérias citadas que “a imprensa que não é venal, tem um compromisso inabalável com a defesa dos valores que espera ver respeitado por aqueles que são remunerados (e muito bem, diga-se de passagem) a fim de realizarem (ou ajudarem a realizar) o melhor para o município. Esse compromisso tanto evidente – o exercício de um “jornalismo moral” – é a pedra de toque de seu contrato com os leitores e a opinião pública em geral. Não há apuro técnico, rigor na coleta e publicação das informações, agilidade editorial, linguagem apropriada, elegância gráfica, ou qualquer outro atributo exigido de um jornal impresso ou eletrônico ou rádiojornalismo, que torne supérflua a sua função normativa: julgar, com equilíbrio e independência, as decisões e a conduta dos agentes públicos, tendo como parâmetro os legítimos interesses da sociedade, cuja coesão e senso ético se relacionam inseparavelmente com o “norte moral” de seus órgãos de informação. Os riscos morais inerentes à prática política são um problema dos políticos – nunca da imprensa séria que tem o direito e o dever de julgá-los por critérios com os quais não pode transigir”.

 

________________________

Assim posto, vamos ao nosso “Déjà Vu Tupiniquim” com a opinião “NÃO MISTURAR AS BOLAS” de autoria de José Carlos Santos Peres publicado no jornal “A VOZ DO VALE” de 28/04/2012 que começa assim:

 

Qual seria a função da imprensa se não a de fiscalizar os atos públicos? Há as mídias segmentadas, aquelas que se ocupam de determinados aspectos da vida. E há as lambe-botas, também.

O nosso caso é o do jornalismo clássico, aquele que até pode dar receita de bolo, mas que em sua essência cuida de observar e evidenciar os fatos que à sociedade diz respeito. Pelo menos, no substrato do seu fazer, tem tal filosofia como preocupação.

Não é bem compreendido o trabalho da imprensa, principalmente no interior. É que em cidades do porte da nossa todos se conhecem, interagem-se. Daí que o homem público, com o qual o jornalista divide esquinas e saudações, não entende a razão do “amigo” o incriminá-lo.

Aliás, em cidade pequena um vereador, por exemplo, se vê como autoridade capaz de tomar decisões sem prestar contas ao povo e à imprensa; sente-se senhor da situação só porque o eleitorado o credenciou àquela função. Extrapola, deixando de ser um fiscalizador do Executivo para se transformar em executivo do Executivo. Deveria ser proibida a utilização de alguém eleito para cargo legislativo acumular função – mesmo não remunerada – junto ao executivo. Seria uma maneira de se evitar possíveis conluios, troca de interesses etc.

No momento em que um parlamentar também ocupa cargo no setor Executivo sua participação legislativa fica totalmente comprometida. Como fiscalizará a administração pública fazendo parte dela?

Que fazer parte do Executivo, mesmo tendo uma mínima função (Secretaria dos Carregadores de Pastas, Secretaria dos Puxa-Sacos de Plantão, Departamento de Roçadas e Afins, Principalmente Afins... etc ) peça para sair e deixa a cadeira ao suplente.

________________________

Nem deveria ser preciso, mas se faz necessário lembrar ao cidadão que ao se dispor à vida pública ele entra, com tal condição, no foco da imprensa. É inerente isso, faz parte do ofício jornalístico. Se o sujeito – qualquer que seja ele – não for capaz de absorver críticas, sustentar o debate sob uma plataforma de civilidade melhor faria continuar como cidadão comum.

De um outro lado, e respondendo a questão que abre este texto, a imprensa incapaz de fiscalizar os atos públicos não está cumprindo com o seu mister. A não ser aquela que transita em outros segmentos. E mesmo essa, mesmo não tendo como objetivo a fiscalização dos atos públicos, a convivência com os homens do poder deve ser a mais profissional possível, para ter liberdade de expressão, condição essa que tanto incomoda aqueles que se sentem donos do mundo “só porque foram eleitos”, muitos deles por vias das mais duvidosas ou questionáveis. 

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