A Petrobras anunciou nesta segunda-feira uma redução no preço da gasolina nas refinarias que deve resultar em alívio de 1% a 2% nas bombas dos postos ao longo dos próximos trinta dias. A medida, que surpreendeu economistas que não viam margem para corte, já motivou revisões nas projeções de inflação para fevereiro.
André Braz, coordenador dos índices de preços do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), calcula que o preço médio ao consumidor deve recuar de R$ 6,22 para R$ 6,08 — queda aproximada de 2,2%. Como a gasolina compromete cerca de 5% do orçamento familiar (segundo IBGE), o impacto esperado na inflação de fevereiro é uma redução de 0,11 ponto percentual.
Avaré: preços fora da curva exigem apuração
Enquanto a média nacional se mantém em R$ 6,22, Avaré apresenta realidade bem diferente. Os grandes postos da cidade praticavam R$ 6,29 em janeiro, mas com o retorno da cobrança integral do ICMS, o litro saltou para R$ 6,39 — valor 2,7% acima da média nacional.
A discrepância levanta questionamentos legítimos: estaria Avaré sofrendo com formação irregular de preços? A cidade merece atenção das autoridades de defesa da concorrência e fiscalização de combustíveis. O consumidor avareense não pode continuar arcando com valores despropορcionais sem explicação técnica que os justifique.
A situação demanda investigação do Procon estadual, ANP (Agência Nacional do Petróleo) e órgãos de defesa da concorrência para verificar se há práticas abusivas, cartelização ou outros fatores que expliquem por que uma cidade do interior paulista cobra significativamente mais caro que a média nacional, especialmente em grandes redes que deveriam ter economia de escala.













