Por Guilherme de Andrades
Recentemente, um novo fator acentuou a crise interna nos EUA: o caso em Minnesota, que escancara o modus-operandi Donald Trump em relação à questão dos imigrantes: a morte de civis, o que é uma afronta aos direitos e à democracia. Torna-se exacerbado e duvidosos os atos de Trump, concepção presente dentro de seu próprio partido, entre seus aliados. O ICE, sigla em inglês para “Serviço de Imigração e Alfândega”, é acusado de irresponsabilidade pelos seus excessos na busca por “imigrantes criminosos”, pelos democratas, enquanto trumpistas o consideram legítimos. As manifestações populares crescem aceleradamente no país, destacadamente, compostas por alunos e professores.
A extrema direita mundial é anti-migratória e age com ações efetivas para impedir o desembarque de imigrantes, fruto de ideologias racistas e noções de superioridade. Conclui-se que a agressividade e a hostilidade são métricas dominantes. É ignorado o fato de que tal contingente é o cerne da mão de obra nos EUA e na Europa. Filosoficamente, consolida-se a tese de Thomas Hobbes, “Homo homini lupus” traduzido como “Homem é o lobo do homem”: o egocentrismo em seu ápice aplicado na política. Vivenciamos a crise dos direitos humanos no mundo, afirma-se o masculino hegemônico e o feminino; os negros e imigrantes vêm seus direitos sendo reduzidos socialmente, de forma informal e estereotipados de maneira constante.
No pós II Guerra Mundial, historicamente, os norte-americanos receberam europeus, imigrantes, o governo Trump abriu as fronteiras estadunidenses aos ucranianos na atualidade e as fechou para a América Latina, sobretudo aos mexicanos e venezuelanos, além de uma deportação em massa no início deste ano. Ademais, a França não aceita imigrantes seguidores do Islã, resultado da denominada xenofobia, fomentada no Ocidente sobretudo após 2001.
O questionamento que cerca a temática essencialmente é, qual o limite de Donald Trump, em outros termos, qual o limiar do poderio de um presidente e de um Estado democrático no século XXI, e qual será a reação popular, apenas o observar silencioso, em aceitação ou as reações contrárias serão encadeados pelo território norte americano.
Sobre Guilherme de Andrades: Professor/Historiador, especialista em História e Geografia do Brasil, bem como em Metodologias do Ensino. Possui certificação USP sobre Geopolítica.













