Por Guilherme de Andrades
O maior complexo, exceto a sede oficial de NY, a ONU, “Organização das Nações Unidas” encontra-se na cidade europeia de Genebra, na Suíça. Foi criada em 1945, no mundo pós II Guerra, nitidamente com a imposição de visões e interesses, sobretudo dos vencedores: EUA e Inglaterra e URSS, os objetivos políticos dessas nações foram cruciais, fato que reflete o silenciamento do Conselho de Segurança aos crimes de guerra que ocorrem no momento recente, destacadamente na Faixa de Gaza, no Sudão e Ucrânia.
O Conselho associa-se ao poder de mobilizar armas e ao poder de veto dos membros permanentes, o que historicamente gera a impunidade. Durante a Guerra Fria, não foram impedidos os tenebrosos e sanguinários golpes militares da extrema-direita na América Latina, numa clara violação dos direitos humanos, coube aos próprios países afetados criarem suas comissões investigativas, como a conduzida no governo Dilma, onde escancarou-se a aliança entre tortura, militarização com o empresariado brasileiro.
Outro exemplo foi no ataque estadunidense ao Iraque, um conflito considerado ilegal pela ONU, que na época era lideradada por Koffi Annan, que em retaliação, sofreu ataques dos norte-americanos a partir de possíveis atos corruptos, nunca confirmados. A narrativa estadunidense era que os iraquianos possuíam armas químicas, nunca evidenciadas, logo, tratou-se de um domínio imperialista, a Geopolítica do Petróleo. Com a queda do Governo de Saddam Hussein, paralelamente, ocorreu o início da queda do poderio institucional da ONU: a perda da voz.
No II governo Trump, a ONU torna-se um obstáculo à tirania econômica trumpista. Em 2026, os EUA lideram os vetos, protegendo Israel de qualquer acusação e medida efetiva contra o I Ministro israelense, sendo reconhecidamente o responsável pelo genocídio de palestinos e pela limpeza étnica em Gaza. O presidente dos EUA, Donald Trump, cogita criar novos órgãos, ofuscando o poderio da ONU, todavia no cenário contemporâneo, é impossibilitado a criação de novos órgãos e instituições, visto o contexto polarizado e conflituoso do mundo político.
Cita-se a imponente Sala dos Direitos Humanos em formato de caverna, numa alusão aos gregos e a Filosofia de Platão, na célebre alegoria sobre ignorância e aparência versus o conhecimento verdadeiro e reflexivo, a essência. A partir do lugar onde senta-se, a sala possibilita pontos de vista diferenciados, numa metáfora da tolerância.
Sobre Guilherme de Andrades:
Professor/Historiador, especialista em História e Geografia do Brasil, bem como em Metodologias do Ensino. Possui certificação USP sobre Geopolítica Contemporânea.













