Por Assis Chateaubriand – Gostaria de estar escrevendo sobre a fada-sininho, ou Peter Pan na Terra do Nunca, e esquecer um pouco de política. Mas o jornal não deixa, destarte, estou-me aqui para falar um pouco da política local, que, a cada dia me deixa mais nostálgico.
Vou dar folga para o atual prefeito. Não quero me aborrecer e questioná-lo de por que tanta incompetência no seu governo. Ops, disse, falei, deixa pra lá.
Se eu fosse falar aqui do terreno umbralino da política, seria processado por dez e condenado por onze. Aqui político não pode ser questionado que é pecado.
Notei as novas filiações do vereador Ortega, que deu tonalidade mais verde ao partido que era desbotado. Depois vi que Gato voltou para o PSDB- grande coisa, não angaria nada ao partido, e, antes, Cássio Jamil, que trouxe, em minha opinião, o nome de maior peso na conjuntura atual, Miguel Chibani, da Santa Casa. Sem contar que Carlão Fernanflac, que dizia ter desistido da política, e, de repetente ter se aliado a Poio. Ele pode me questionar que faz da vida o que quer, mas politicamente, ele agora é alvo de especulações também, porque ninguém entra na política hoje para ser Madre Tereza de Calcutá.
Com tudo isso, apesar da idade, faço uma pequena caminhada no belo Horto e fico pensando no que estão pensando os políticos de hoje. Dilma é presidente, mas não de fato. Se não fosse Lula, já estaria jogada de escanteio. Continuo a caminhada e começo a pensar na minha Avaré, cidade onde nasci e vou morrer.
Lembro-me de prefeito antigos, que davam o “sangue” para administrar uma pequena cidade, que virou uma média cidade e parou aí. Daí começo a degringolar para os dias de hoje, onde os políticos querem (a maioria) o poder pelo poder, todavia não pensam mais na cidade, minha, sua, enfim, nossa Avaré, que de tão bela e linda não vai “pra frente”.
Quando não é escândalo, é briga pessoal de vereador, políticos tentando aleijar o outro para ele tomar o poder, enfim, paro na cachoeira que, lentamente mostra a beleza da natureza, sem maldade, apenas segue seu rumo – e paro de pensar em política. Por alguns segundos. Devaneio, penso naqueles que morrem de fome todos os dias, e, depois, volto a mim.
Sim, devo criticar acidamente os políticos, pois a democracia é um grupelho pequeno que manda num enorme grupo que deixa ser governado, e se ficarmos quietos e nunca abrirmos a boca para nada, nunca sairemos do lugar. Avaré precisa melhorar com ou sem Poio. Só não pode mais é se entregar a políticos safados que querem se enriquecer às custas do dinheiro público.
Vamos esperar os próximos capítulos da novela política avareense.
Chatô- é escritor.













