Por Assis Chateaubriand - O jornalista Jânio de Freitas, trouxe em seu último artigo, referências sobre a liberdade de imprensa. Conheço os jornais de Avaré, e até hoje vejo que prestaram grandes serviços à sociedade avareense, discutindo e pondo em pauta as mais variadas notícias de cunho político. Criticando quando se precisa exarar para a opinião pública os problemas municipais. Detesto a oposição burra. Dizia Millôr que imprensa é oposição, o resto é mercadoria de supermercado.
Assim o mestre Jânio traz um traço muito contundente ao expressar o que significa imprensa, vai ele: “Desde a primeira metade do século 19, a imprensa é parte inseparável da política brasileira, ora em atividades equivalentes às de poderosos partidos, ora com ares autênticos ou não de voz da sociedade, por fim mesclando suas características originais com o jornalismo. Apesar desse desempenho histórico, a imprensa mereceu muito pouco, quase nada, da historiografia e da sociologia brasileiras”.
Por aqui, nestas terras de Maneco Dionísio, não é diferente. Todos os jornais são tratados pela Justiça com certo demérito, e sentenças absurdas como o caso da Bigorna, onde o juiz mandou que fosse retirada uma crítica contra Bruna Silvestre, ou como o Ogunhê que foi condenado por tecer críticas ao inarticulado Joselyr Silvestre, ou como diz Ernesto Albuquerque, ‘que Deus o tenha’.
Diz o ditado que quem não quer se molhar, não sai na chuva. Entretanto os bravos jornalistas de Avaré não se abatem com misóginas sentenças, e continuam a mostrar a verdade sobre alguns políticos que veem na justiça um modo de calar o jornalista.
A liberdade de imprensa não deve ser confundida com libertinagem. Isto posto, creio que nossa Justiça deveria se ater mais aos maus políticos que são criticados, do que abaterem um pardal no fio do poste, o pobre jornalista, que a cada dia, em Avaré, se vê acuado e amedrontado em criticar e fazer a boa crítica, àquela que é necessária e sã numa democracia de direito e de respeito.
Chatô é escritor.













