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Caso de Polícia - SP

Empresas de marido e de mãe de tenente-coronel são investigadas por proteção a empresários ligados ao PCC — a cúpula da PM começa a cair nas mãos do PCC

Por Jornal A Bigorna 08/02/2026 22:00:00 174
Empresas de marido e de mãe de tenente-coronel são investigadas por proteção a empresários ligados ao PCC — a cúpula da PM começa a cair nas mãos do PCC

Uma nota fiscal emitida por uma empresa para justificar o pagamento a policiais militares que cuidavam da segurança de empresários acusados de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) levou a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo a investigar a participação do tenente-coronel José Henrique Martins Flores no esquema. O oficial é suspeito de usar seu marido  e parentes como donos de empresas de segurança, que tiveram o sigilo bancário quebrado e foram alvo de buscas na Operação Kratos, deflagarada na última quarta, 4.

Organograma da Corregedoria da Polícia Militar no qual são listados sete PMs investigados, entre os quais o tenente-coronel Martins Flores e o capitão Alexandre, além de Pandora e de Té, dois diretores da empresa Transwolff que eram protegidos pelos PMs

A Operação Kratos foi deflagrada pela Corregedoria e levou para cadeia o chefe da Assessoria Militar da Câmara dos vereadores de São Paulo, capitão Alexandre Paulino da Silveira, e dois sargentos – um da ativa e outro da reserva – sob a acusação de envolvimento com um esquema que forneceu proteção aos empresários Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, e Cícero de Oliveira, o Té.

Pandora e Té são diretores da empresa de ônibus Transwolff, que teve seu contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado em razão da acusação de que servia para lavar dinheiro do PCC.

A empresa e seus diretores foram alvos da Operação Fim da Linha, do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em 2024. Mas, desde 2020, após a Operação Sharks, que apurou o esquema de lavagem de dinheiro da cúpula da facção, a relação de diretores da empresa com o crime organizado era investigado, bem como o esquema de proteção aos seus diretores mantido por policiais da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota), onde os três PMs presos trabalharam.

A investigação da Corregedoria que chegou ao tenente-coronel Martins seguiu o rastro de uma nota emitida pela empresa AM-3 Segurança e Vigilância e enviada pelo capitão a Té em 3 de novembro de 2020.

Os policiais chegaram ao endereço da empresa na rua da Força Pública, em Santana, na zona Norte. E descobriram que a empresa estava registrada em nome de Fátima Estefani, mãe do tenente-coronel, que trabalha atualmente na Diretoria de Apoio Logístico da PM - ele trabalhou antes na assessoria do Tribunal de Justiça.

As informações da Corregedoria e do Centro de Inteligência da PM “sugerem a atuação do oficial superior nos atos de gestão do grupo empresarial AM-3 desde os primórdios de sua carreira na PM”.

Outro PM e sua empresa que fazem parte do grupo é a Pro mais Facilities Ltda, que está registrado em nome de Rafael Freire Bezerra da Silva, com quem o coronel é casado em comunhão universal de bens conforme certidão do registro civil de Santana. A certidão foi incluída na investigação para demonstrar a ligação entre o dono da empresa e o oficial.

A Corregedoria confirmou a presença do tenente-coronel no dia a dia das empresas por meio do histórico de entregas do iFood em nome do oficial nos endereços investigados.

A Corregedoria descobriu que mesmo após a Operação Fim da Linha a empresa da mãe do tenente-coronel continuou a prestar serviços à Transwolff até janeiro deste ano. Os corregedores fotografaram funcionários da AM-3 na sede da empresa de ônibus.

“A partir desse momento (da deflagração da Operação Fim de Linha), a AM-3, na figura de seus sócios, teve a ciência de que a empresa encontrava-se envolvida em investigações pelo Ministério Público de São Paulo, e mesmo assim aqueles decidiram, deliberadamente, por permanecer na prestação de serviços à Transwolff, até os dias atuais", escreveu o coronel Fábio Sérgio do Amaral, então comandante da Corregedoria da corporação.

 

Foto:

A sede da AM-3, na Rua da Força Pública, em Santana: empresas do grupo estão registradas em nome da mãe e do marido do tenente-coronel Martins

Corregedor 

Para o corregedor, “ainda que a pessoa jurídica esteja formalmente constituída em nome de familiar, a utilização de interpostas pessoas não tem o condão de afastar a incidência da norma proibitiva quando demonstrado, por elementos objetivos, que o policial militar atua de fato como gestor, dirigente ou operador da empresa, valendo-se de vínculos familiares como expediente para ocultar sua real condição de empresário”.

Ou seja, o fato de as empresas estarem em nome da mãe do marido do tenente-coronel não afastam a reponsabilidade do oficial no caso.

A Corregedoria pediu e a Justiça Militar decretou o afastamento do sigilo fiscal e telemático das empresas do Grupo AM-3. A sede do grupo e a casa da mãe do oficial, no interior paulista, também foram alvo de busca e apreensão, a exemplo de três outros endereços relacionados ao tenente-coronel.(Estadão/Fausto Macedo)

 

 

 

 

 

 

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